Logo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo
Logo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
Logo da Federação Internacional de Jornalistas
Logo da Central Única dos Trabalhadores
Logo da Federação Nacional de Jornalistas

Empresas não apresentam nova proposta econômica

CAMPANHA SALARIAL JORNAIS E REVISTAS DO INTERIOR E LITORAL: Empresas não apresentam nova proposta econômica

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP) realizou a segunda rodada de negociação da Campanha Salarial 2019-2020 de Jornais e Revistas do Interior e Litoral nesta quinta-feira (27), mas não recebeu nova proposta de reajuste salarial. O sindicato patronal afirmou que as empresas ainda estudam nova proposta econômica, uma vez que o reajuste zero oferecido na primeira rodada foi rejeitado pelos jornalistas ainda na mesa de negociação.

Paulo Zocchi, presidente do Sindicato dos Jornalistas, defendeu a reposição salarial com aumento real para os salários, conforme a pauta entregue, argumentando que, mesmo que se saiba da dificuldade financeira das empresas do segmento, o sindicato defende a atividade jornalística pela via da defesa dos salários e das condições de trabalho dos profissionais. Todos reconhecem que, com a redução das redações, ampliou-se tanto a produtividade dos jornalistas quanto a sua carga de trabalho, o que demanda uma compensação econômica.

O SJSP acatou a proposta patronal de manter a multa por atraso de pagamento a partir do 11º dia na proporção de 1/90 avos por dia de atraso, incluindo os pagamentos de 13º salário e férias na cláusula. Há acordo entre as partes de que as demais cláusulas sociais da Convenção Coletiva em vigor devam ser mantidas.

O sindicato patronal apresentou ainda a proposta de exigir acordo individual para o desconto da contribuição assistencial recolhida a favor do SJSP, apoiando-se na MP 873/2019 assinada por Jair Bolsonaro. A direção do Sindicato dos Jornalistas não concorda com a exigência, pois as decisões da entidade são coletivas, tomadas em assembleias representativas e plebiscitos com ampla participação, a taxa tem oposição livre e a própria Medida Provisória em questão pode caducar em breve. Acertou-se voltar ao debate na próxima rodada, quando a validade da MP já estará vencida.

Demais cláusulas de proteção
Durante a negociação, a direção colocou em discussão a reformulação das cláusulas de assédio moral e sexual com o objetivo de estabelecer procedimento para estes casos. Sobre o assédio moral, o Sindicato dos Jornalistas argumentou que a redução das redações aumenta a pressão sobre os profissionais, o que pode resultar em maior número de casos de assédio moral. “Sinalizar com a adoção de uma cláusula com procedimento de apuração é uma demonstração que as empresas não concordam com essa postura, e a gente sabe que não concordam pelas falas, mas o assédio continua acontecendo nas redações”, argumentou o secretário do interior, José Eduardo Souza. A direção também destacou que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovou, recentemente, a elaboração de uma norma internacional de combate ao assédio moral no local de trabalho.

Já na questão da cláusula de assédio sexual, a proposta é inserir uma cláusula que garanta, a partir de uma denúncia formal às autoridades (formalização da denúncia em boletim de ocorrência), estabilidade e anonimato aos envolvidos até que o caso seja investigado pelas autoridades.

O sindicato patronal opôs-se às cláusulas alegando que podem gerar provas contra as empresas em ações judiciais, e afirmou que pode aceitar apenas cláusulas que reafirmem o compromisso das empresas em combater o assédio por meio de material informativo, palestras e cursos sobre assédio, sem prever estabilidade às vítimas nem comunicação ao SJSP dos fatos apurados.

Ao final, marcou-se a próxima rodada de negociação para 10 de julho. A Convenção Coletiva do setor está com a sua validade estendida por noventa dias, renováveis por mais trinta.

Saiba mais sobre o que está em debate na Campanha:

veja também

relacionadas

mais lidas

Pular para o conteúdo