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SJSP luta para reverter demissão de dirigente; prática de A Tribuna é antissindical

SJSP luta para reverter demissão de dirigente; prática de A Tribuna é antissindical

O Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo, representantes do movimento sindical e outros jornalistas repudiaram com uma manifestação, nesta quinta-feira, a demissão do jornalista Sandro Thadeu, desligado jornal A Tribuna. O ato aconteceu em frente à sede da empresa, no Centro de Santos.

Sandro é diretor regional do SJSP e foi repórter da publicação pelos últimos 14 anos. Ele foi dispensado na última segunda-feira, apesar de gozar de garantia de emprego prevista em lei como dirigente sindical. 

A demissão do diretor regional do Sindicato acontece enquanto a categoria enfrenta uma das maiores dificuldades de negociação com o sindicato patronal Sindijori. Desde abril deste ano, não avançam as negociações da campanha salarial do interior e litoral. 

Neste clima de falta de diálogo, os mais prejudicados são sempre os trabalhadores.  Desde o primeiro momento, o SJSP vem tentando reverter a decisão por meio de diálogo. Diante da intransigência da empresa, o departamento jurídico do Sindicato vai entrar com ação na Justiça.

Engrossaram o movimento CUT Baixada, sindicatos da Alimentação, Sindipetro-LP, Sindserv, Assojubs, Sintect, Sintius, Frente Sindical Classista, Sintapi, Coletivos Trabalhadores da Noticias, Jornalistas da Intersindical e Maria Vai com as Outras, além do vereador Chico Nogueira (PT).

Histórico
Não é a primeira vez que a Tribuna demite um dirigente sindical. Anos atrás, numa situação de demissão em massa, demitiu os então diretores Glauco Braga e Reynaldo Salgado. Na ocasião, o sindicato conseguiu reverter a decisão na Justiça.

Também não é a primeira vez que os patrões, nessa empresa, atuam para oprimir os direitos dos trabalhadores jornalistas. 

Nos últimos tempos, diante da insistente atuação do nosso Sindicato para o diálogo com a categoria e para que a Regional fosse o agente para negociar os direitos e necessidades dos profissionais, sindicalizados ou não, a empresa promoveu todo e qualquer tipo de ação que mirasse na autonomia do sindicato, seus dirigentes, e minasse a comunicação com a categoria.

Em outros momentos, a empresa permitiu visitas ocasionais à Redação e conversas no interior da empresa, para a comunicação a base, a compreensão do cotidiano de trabalho e a divulgação de informações sindicais, eleições e campanhas salariais. Nos últimos anos, porém, tais visitas são cada vez menos autorizadas, obrigando o Sindicato a fazer cada vez mais ações na porta da empresa.

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