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Vala clandestina de Perus é tema de peça teatral

Grupo teatral apresenta peça inspirada na vala clandestina de Perus

A descoberta de uma vala clandestina no Cemitério Dom Bosco, em Perus, região noroeste de São Paulo, inspirou o Grupo Pandora de Teatro a montar um espetáculo baseado nesse episódio ocorrido em setembro de 1990. Foram encontradas mais de mil ossadas no local, incluindo desaparecidos políticos, iniciando uma polêmica que dura até hoje. A peça Comum estreia nesta sexta-feira (13), às 20h, e terá apresentações até 4 de agosto, em ocupação no próprio bairro.

Desde que a vala foi descoberta, começaram as gestões para identificação das ossadas, que cumpriram um longo e tortuoso trajeto nestas mais de duas décadas, período durante o qual as investigações foram interrompidas e retomadas em 2014. Apenas em fevereiro deste ano, um laboratório no Leste Europeu confirmou o nome do militante político Dimas Antônio Casemiro, assassinado em abril de 1971, em São Paulo.

“Um jovem em busca de informações sobre o desaparecimento de seus pais, dois coveiros envolvidos com a criação da vala e uma estudante que se aproxima do ativismo político”, diz a sinopse do espetáculo, citando o período 1970/1990, em que “épocas distintas se entrelaçam e evidenciam causas e consequências”.

O Grupo Pandora foi fundado em julho de 2004, a partir do Projeto Teatro Vocacional da Secretaria de Cultura de São Paulo. Com duração de 100 minutos e faixa etária de 12 anos, a encenação será apresentada na Ocupação Artística Canhoba-Cine Teatro Pandora, na Rua Canhoba, 299, em Perus, às sextas-feiras (20h) e sábados (19h), de 13 de julho a 4 de agosto. O ingresso será pago com contribuições voluntárias.

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