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Vai e Vem do Mercado (Moagem) – 16/11 a 23/11

Vai e Vem do Mercado (Moagem) - 16/11 a 23/11


trocatroca

 

Leia na edição desta semana no Vai e Vem: Daniel Flynn, Tatiana Bautzer e Lisandra Paraguassu  reforçam a Reuters Brasil; Gladinston Silvestrini e Humberto Maia Júnior deixam Exame e Fabiane Stefano assume a editoria de Brasil; Celso Unzelte deixa o comando da Placar e o falecimento de Sandra Moreyra e o Sérgio Pamplona.

 

Reuters  

– A Reuters anunciou em 10/11 como novo bureau chief no Brasil Daniel Flynn, atual chefe de Redação na África Ocidental e Central. Flynn começou a trabalhar na agência em 1998, como correspondente na Venezuela. Desde então, assumiu diferentes posições, em Grécia, Itália e França antes de ir para a África. O novo bureau chief, que começará a trabalhar na Redação em São Paulo em 1º/12, ocupará a posição deixada em junho por Todd Benson, que seguiu para a diretoria de Comunicação do Google Brasil.

– Outras novidades da Reuters no País são as contratações de Tatiana Bautzer e Lisandra Paraguassu. Tatiana, que deixou há poucos dias Exame e que anteriormente registrou passagens por veículos como Valor Econômico (do qual foi correspondente em Washington) e Bloomberg, ocupa desde o início de novembro uma nova vaga de correspondente sênior de Finanças no Serviço Internacional, responsável pela cobertura de fusões e aquisições e reestruturações societárias e de dívida corporativa.

– Lisandra, que trabalhou por cerca de 11 anos no Estadão, é desde setembro repórter sênior de Política do Serviço Brasileiro da Reuters em Brasília, na vaga de Jeferson Ribeiro, que foi para O Globo, no Rio de Janeiro.

 

Exame

– O editor Gladinston Silvestrini e o repórter Humberto Maia Júnior, ambos da editoria de Brasil, que tem como editor executivo José Roberto Caetano, deixaram recentemente a revista Exame. Gladinston, que é catarinense, saiu há três semanas de mudança para Florianópolis, convidado pela Agroconsult, que tem sede na ilha, para cuidar de suas publicações empresariais. Em 5/11, saiu o carioca Humberto, também para uma posição na área de comunicação corporativa. A vaga de editor de Brasil será ocupada, a partir da próxima semana, por Fabiane Stefano, até então editora de Negócios Globais, reportando-se a Eduardo Salgado.

– Não é oficial, mas tudo indica que a reposição das duas vagas em aberto (repórter na editoria de Brasil e editor na editoria de Negócios Globais) fique para 2016, já que terminar o ano economizando o máximo possível é uma orientação geral na Abril. Vale acrescentar que a revista tem ainda posições em aberto no Rio, de onde no início do ano saiu o repórter Bruno Villas Boas, para a sucursal da Folha, e mais recentemente a editora Roberta Paduan, que já estava de licença desde o ano passado (para escrever um livro) e acabou optando por deixar a revista ao final do período.

 

Direito de resposta aprovado pelo Senado

– Fenaj, ABI, Abraji e ANJ manifestaram por meio de notas na semana passada preocupação com alguns pontos do Projeto de Lei 141/2011, de autoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR), que regulamenta o direito de resposta nos órgãos de imprensa. O texto foi aprovado em 4/11 pelo Senado e vai sanção presidencial.

– A Fenaj informou que apoia o projeto aprovado, embora o considere insuficiente, e afirmou que “sempre apostou numa nova Lei de Imprensa Democrática que, levando em conta as características e rotinas da produção jornalística, garanta e proteja os direitos do cidadão e ao mesmo tempo não induza a uma judicialização dos conflitos”. Defendeu ainda a imediata aprovação do PL 3.232/92, o chamado substitutivo Vilmar Rocha, que aguarda, desde agosto de 1997, para ser votado na Câmara dos Deputados. O projeto, lembra a Fenaj, foi exaustivamente debatido com os jornalistas, empresas e parlamento para construir um ambiente que, garantindo o direito do cidadão, não descuide dos perigos da judicialização das questões públicas inerentes ao Jornalismo. “Os jornalistas brasileiros apostam num Jornalismo de qualidade e ético que incremente a democracia e proteja a honra e a dignidade dos cidadãos e cidadãs. Comprometem-se a cumprir os preceitos éticos, técnicos e legais que constituem o Jornalismo emancipador e libertário”, diz a nota.

–  Já segundo a nota do presidente da ABI, Domingos Meirelles, o PL garante direito de resposta gratuita e com os mesmo destaques, publicidade, periodicidade e dimensão da ofensa, o que na opinião da entidade poderia se transformar em uma forma de intimidar o trabalho jornalístico: “A ABI declara ter fundada preocupação de que a nova legislação, diante das áreas de sombra que envolvem o novo texto, seja utilizada como álibi para garrotear a liberdade de expressão e intimidar o trabalho investigativo da imprensa em diferentes áreas de atividades, incluindo os poderes Executivo e Legislativo”.

– O texto aprovado foi o parecer do relator, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), que acolheu emenda da Câmara incluindo artigo para garantir ao ofendido, se assim o desejar, o direito à retratação pelos mesmos meios em que se praticou a ofensa. Segundo Valadares, esta iniciativa está preenchendo um vazio profundo na legislação brasileira: “As pessoas são atacadas e a mídia não leva a sério o sofrimento causado não só ao ofendido como à sua família sobre qualquer acusação que esteja de acordo com a verdade”.

– Ele também rejeitou emenda da Câmara que suprimia artigo do texto original e restabeleceu o direito ao ofendido de dar a resposta ou retificação no rádio ou na tevê por meio de gravação de áudio ou vídeo autorizado pelo juiz. Este entendimento não foi unânime entre os senadores e teve oito votos contrários. Na opinião de Aloysio Nunes (PSDB-SP), o artigo configura abuso do direito de resposta transformado em instrumento de promoção pessoal ao ocupar o lugar do locutor ou apresentador de tevê: “A lei, sem esse dispositivo, garante já ao ofendido todas as condições de repor a verdade”, defendeu Aloysio. (Com informações da Agência Senado).

 

Placar

– Após três meses como editor da revista Placar,  Celso Unzelte deixou a publicação na manhã desta de 10/11. Em entrevista, disse que a saída foi em razão da diferença entre as visões dele e de Edgardo Martolio, superintendente e diretor Editorial da Editora Caras. Vale lembrar que a Caras  assumiu a revista no final de julho, junto com outros títulos da Editora Abril. “A revista que está sendo feita não é a que eu gostaria de fazer, por isso achei melhor não prosseguir com o projeto. Mas, continuo amigo do Martolio. Temos concepções diferentes, apenas”, disse Unzelte.

–  Cacalo Kfouri ( cacalo.kfouri@uol.com.br) passou a escrever para o site Chumbo Gordo, de Carlos BrickmannMarli Gonçalves. Na pauta dele, leitura crítica da imprensa.


Registro

Sandra Moreyra morreu em 10/11, aos 61 anos, depois de lutar contra o câncer desde 2008. Sua família tem história no Jornalismo: o avô, Álvaro Moreyra, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, dirigiu, nos anos 1950, as revistas Fon-Fon e Paratodos; o pai, Sandro Moreyra, foi importante cronista esportivo; a irmã, Eugenia Moreyra, é diretora da Globo News. Sandra era carioca, formou-se em 1976 e começou como estagiária na Pesquisa do Jornal do Brasil, sendo contratada em seguida. Após passagens por TV Aratu, na época afiliada da Globo, Band e TV Manchete, entrou na Globo em 1984, como repórter em Minas Gerais. Voltou ao Rio para trabalhar na sede da Globo, e passou por RJ-TV, Jornal Nacional, Globo Repórter e Bom Dia, Brasil. 

– Em 40 anos de carreira, participou de grandes coberturas, como o Plano Cruzado e a chacina de Vigário Geral. Entre 1999 e 2004, atuou na parte gerencial e administrativa do jornalismo na Globo News. Depois, voltou a ser repórter na TV Globo. Além do jornalismo, fez o roteiro do documentário 70, sobre 70 presos políticos exilados no Chile na ditadura militar. O Botafogo de Futebol e Regatas, clube de coração de Sandra, decretou luto de três dias.

Sérgio Pamplona

– Faleceu em São Paulo no último dia 5/11, de cirrose, aos 62 anos, Sérgio Pamplona, que durante muitos anos conciliou sua carreira de roqueiro com o trabalho de diagramador na Folha de S. Paulo e no extinto Notícias Populares. Criador, com o amigo Edgard Scandurra, da banda Smack, hoje considerada cult, pela qual gravou três álbuns nos anos 1980, inspirou Doy Jorge, personagem junkie criado pelo cartunista Glauco. Antes da Smack, tocou com artistas como Eliete Negreiros e Itamar Assumpção. Depois da banda, dedicou-se a projetos pontuais. Pamps, como era conhecido, era solteiro e não tinha filhos. (Com informações de Carol Prado, da Folha de S. Paulo –


Livros

Jornalismo Humanista

– A trajetória de um dos jornalistas mais respeitados da tevê brasileira, especialista em coberturas ligadas aos direitos humanos, virou tema do livro de Sidney Barbalho de Souza. Marcelo Canellas, por um jornalismo humanista (In House) será lançado em 19/11, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, às 19h, com as presenças do autor e do biografado.

– A professora Patrícia Paixão, da FAPSP, orientadora do autor em seu trabalho de conclusão de curso, que originou o livro,  que “ele foi feito a partir de um extenso trabalho de reportagem. Sidney realizou mais de 50 entrevistas com familiares, amigos e ex e atuais colegas de trabalho de Canellas. Esteve em Santa Maria, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Brasília e Recife. Foi em busca de documentos da infância e da juventude do Marcelo e de sua vida profissional”.

– A obra aborda, de forma linear, a carreira do repórter especial do Fantástico (Rede Globo), que ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais por suas matérias focadas em problemas sociais do País.

– Com o aval do Globo Universidade, o livro, que conta com o prefácio da também repórter especial da Rede Globo Sônia Bridi, aponta desde “os primeiros sintomas humanistas” do repórter – nas fases da infância e juventude (vividas por Canellas na cidade de Santa Maria da Boca do Monte, Rio Grande do Sul) – até suas primeiras experiências na área jornalística, sua projeção no meio televisivo e a conquista do cargo de repórter especial da TV Globo.

Arquivo S – O Senado na História do Brasil

– Foi lançado em 10/11, na Biblioteca do Senado, o livro ilustrado Arquivo S – O Senado na História do Brasil, coletânea de 12 reportagens publicadas no Jornal do Senado sobre a participação dos senadores nos grandes momentos da história do País e que originariamente foram publicadas na seção mensal chamada Arquivo S. Todas as matérias foram produzidas a partir de documentos históricos e raros sob a guarda do Arquivo do Senado. De acordo com Flávio Faria, diretor-adjunto da Secretaria Agência e Jornal do Senado, os temas abordados mantêm relação com assuntos debatidos na atualidade. O autor é Ricardo Westin (ex-Folha, Estadão, O Globo e Veja, entre outros veículos), atual editor do Jornal do Senado, e as ilustrações são de Bruno Bazílio, diretor de Arte da Secretaria de Comunicação do Senado.

– “É um trabalho caprichado”, diz Ricardo. “Os textos são leves e cheios de detalhes. As ilustrações, com humor, resumem os episódios em questão. O prefácio é assinado pelo ex-presidente e ex-senador José Sarney”.

– Distribuído em versão impressa gratuitamente no lançamento, o livro está também disponível em pdf.

 

Com informações dos Jornalistas&Cia

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