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Pochmann afirma que sindicalismo precisa se renovar

Pochmann afirma que sindicalismo precisa se renovar


 conjuntura

Em análise de conjuntura na CUT Campinas, economista afirmou que renovação sindical é necessária e urgente para que sindicatos voltem a ter voz nacional

 

O sindicalismo mundial vive um processo de enfraquecimento e tem pela frente o desafio da renovação. A tentativa de reformular a estrutura sindical não avançou nos últimos anos e os sindicatos não conseguem satisfazer os anseios da nova classe trabalhadora. “Não vamos mudar o país se continuarmos com o sindicalismo frágil que temos hoje”, afirmou o economista e presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, durante a Plenária Sindical Regional da CUT Campinas, realizada na manhã desta terça-feira (30.06), no auditório do Sindipetro Unificado-SP.

A atividade reuniu dirigentes sindicais, representantes políticos e de movimentos sociais de Campinas e região. Além de Pochmann, fizeram parte da mesa o coordenador da subsede CUT Campinas, José Tavares, a jornalista, diretora da CUT estadual e secretária de Comunicação e Cultura do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Lilian Parise, o presidente do Sindicato dos Médicos e presidente do PT Campinas, Casemiro Reis, e o diretor do Unificado Arthur Bob Ragusa.

Em sua análise de conjuntura, Pochmann falou sobre o avanço da direita, a pauta conservadora do Congresso Nacional, as concessões do governo Dilma, a tentativa fracassada de fortalecer o movimento da classe trabalhadora e o papel dos sindicatos.

Ele destacou que países que eram referência na organização sindical tiveram uma queda brusca no número de filiados. Na Alemanha, por exemplo, o número de sindicalizados caiu de 70% para 40%.

Segundo Pochmann, a renovação sindical é necessária e urgente para que os sindicatos voltem a ter voz nacional “Estamos diante de uma nova classe trabalhadora, que convive com as tecnologias da informação e comunicação. Estamos diante de novas questões que os sindicatos não sabem o que dizer”, avaliou.

Em uma pesquisa feita em São Paulo, de acordo com Pochmann, de cada dez trabalhadores apenas dois se sindicalizaram. Metade daqueles que não se filiaram argumenta que não sabe quem são os sindicalistas. “O sindicalismo precisa de formação, capacitação, boa gestão e comunicação. Temos que pensar em desafios que dialogam com essa nova classe trabalhadora”, declarou.

Entreguista

O diretor do Unificado falou sobre o projeto de José Serra, que pretende entregar de bandeja o pré-sal brasileiro ao capital estrangeiro e lembrou que ele e mais três companheiros petroleiros, da direção do Sindicato, foram expulsos de forma truculenta do Senado, pelos policiais legislativos, a mando de Renan Calheiros, porque protestavam contra o projeto. “Estamos fazendo o resgate dos 20 anos da greve de 95 e vendo a possibilidade de ser deflagrada uma nova paralisação. Temos que estar com bala na agulha para enfrentar mais essa luta”, comentou.

Frente Popular

O médico Casemiro Reis afirmou que vivemos “uma conjuntura horrível, mas desafiadora para a classe trabalhadora” e propôs a criação de uma frente popular em Campinas para organização e planejamento estratégico das ações dos movimentos sociais, sindicais e estudantis da cidade, em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores. A sugestão foi bem aceita pelos participantes. A CUT se comprometeu a agendar uma reunião ampliada, nos próximos dias, para discutir o assunto.

 

Escrito por: Alessandra Campos – Sindipetro Unificado-SP

 

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