O Grupo Tortura Nunca Mais-SP, que sempre se pautou pela defesa dos direitos humanos e das liberdades democráticas, repudia o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff. De cunho essencialmente político, como bem tem apontado a imprensa internacional e é de conhecimento notório dos trabalhadores brasileiros. Este processo foi articulado por setores fascistas incrustados em instâncias do poder judiciário, da mídia oligopolista e do empresariado entreguista com apoio de um legislativo reacionário. O afastamento foi totalmente ilegítimo. Acreditamos que estes 180 dias em que Dilma Rousseff estará afastada de suas atividades na Presidência da República será um período em que os movimentos sociais e trabalhadores estarão atentos e mostrarão sua resistência.
O poder foi usurpado por um político que está nas delações da Lava-Jato. É notório que o alinhamento deste governo interino, pelo que se depreende, será de uma aliança com os Estados Unidos, retrocedendo décadas na história deste país. Os governos populares dos últimos anos vinham se alinhando com as nações da África, América Latina e demais países democráticos do mundo, numa relação igualitária.
Este governo que assume o poder no lugar de uma presidente eleita é fruto de uma conspiração e será julgado não apenas pela História, processo demorado, mas principalmente pelos trabalhadores e democratas que resistirão às tentativas de submissão de nossa soberania e de retirada dos direitos dos trabalhadores, das mulheres, dos negros, dos índios, dos aposentados, dos LGBTs e dos excluídos. Os trabalhadores e movimentos sociais resistirão ao fascismo. O impeachment definitivo não passará.
Grupo Tortura Nunca Mais-SP
Vilma Amaro
Presidente