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Jornalista de Fernandópolis é assassinado por enforcamento

Jornalista de Fernandópolis é assassinado por enforcamento


luto

O jornalista Hélton Eduarti Souza, de 28 anos, foi encontrado morto no interior de um galpão em construção no terreno do Recinto de Exposições na vicinal Antônio Pimentel, entrada de Valentim Gentil, na manhã de ontem. Ainda não há suspeitos pela morte. Souza estava com a própria camiseta dentro da boca e enrolada no pescoço, o que aponta que ele morreu por meio de asfixia, além de apresentar marcas de chute na região do abdômen. Não havia sinais de cortes no corpo do jornalista, mas ele estava com as calças abaixadas na altura do joelho e apresentava marcas de mordidas na região da virilha.

A principal hipótese levantada pela polícia é de que se trata de latrocínio (roubo seguido de morte). Helton, que era assessor de imprensa da Santa Casa de Fernandópolis, também trabalhou como repórter no Diário da Região, em Rio Preto, na Folha da Região, em Araçatuba, e no jornal A Cidade, de Votuporanga. O automóvel da vítima, um GM/Onix de cor branca com placas de Pedranópolis, foi localizado em uma estrada de terra ao lado da vicinal Gabriel Fernandes Casquetti, cerca de três quilômetros de distância do local onde o corpo foi localizado. Foram levadas a carteira contendo documentos da vítima, o telefone celular, notebook, máquina fotográfica digital e o aparelho de som do automóvel.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) lamentou profundamente a morte do jornalista e se solidariza com os familiares. A Regional Rio Preto, por meio do diretor de base, Jose Luis Lançoni, pediu ao diretor de base de Votuporanga o acompanhamento da investigação policial do crime.

Morador de Pedranópolis, Souza foi visto pelos familiares pela última vez na quarta-feira, às 18h, na casa da irmã, informando que iria na academia, mas de acordo com Luís Carlos Martins, cunhado da vítima, ele não chegou a treinar naquele dia. Após a constatação do desaparecimento do jornalista, que mora com os pais, familiares entraram em contato com um amigo dele em Rio Preto. O rapaz sugeriu que fosse tentado contato com outro amigo dele, identificado como Bruno, morador de Votuporanga.

Acompanhado pelo delegado Antonio Marques do Nascimento, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Votuporanga, Martins foi até a casa de Bruno e, com autorização do rapaz, eles leram as mensagens trocadas de celular entre os dois por volta das 19h15 de quarta-feira. “As mensagens eram normais, um perguntando ao outro onde estava e o que estava fazendo, nada fora do comum”, explicou Martins.

 

Tanto o amigo de Rio Preto, quanto Bruno, teriam dito aos familiares que Souza estaria, há algum tempo, marcando encontros com desconhecidos via Facebook. Outras duas mensagens foram enviadas pelo número de telefone celular do jornalista. A primeira por volta de 0h30 de ontem para o celular da mãe dele, em que dizia que iria dormir na casa de um amigo em Votuporanga. Já a outra mensagem foi para uma amiga, informando que Souza iria para o Paraguai e retornaria até o sábado. Tentativas de telefonemas para o jornalista após esse horário caíam na caixa postal.

 

Veículo ajudou na identificação

O corpo da vítima foi achado por volta das 9h por pedreiros que realizavam obras no galpão. Como não portava documentos, a possibilidade de a vítima ser, de fato, o jornalista só foi confirmada após a localização do carro, que estava abandonado. O registro de boletim de ocorrência por desaparecimento, feito por familiares de Souza na delegacia de Pedranópolis, também ajudou para que fosse feito o contato. O cunhado e um amigo da família fizeram o reconhecimento do corpo.

Trancado com chave e com o dispositivo do alarme ligado, o carro foi levado de guincho até a delegacia de Valentim Gentil, onde foi realizado o exame pericial pela Polícia Técnico-Científica. O comando da investigação do caso está com o delegado de Valentim Gentil, Fabrício Goulart Boschilia, que não falou sobre o caso. Helton se formou em Comunicação Social do Centro Universitário de Votuporanga (Unifev), no ano de 2006.

 

Crédito – Texto de André Nonato – de Votuporanga

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