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Equador: FIJ e FEPALC rejeitam violência na TC Televisión e em outros meios de comunicação

Redação - FENAJ

A Federação Internacional de Jornalistas (FIP) e a Federação de Jornalistas da América Latina e do Caribe (FEPALC), entidades às quais a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) é filiada, expressam seu repúdio ao ataque e à tomada de reféns nas instalações da TC Televisión, bem como a outras situações semelhantes que foram registradas em outros meios de comunicação por grupos do crime organizado no Equador.

As entidades também permanecem em alerta face ao crescimento exponencial da violência contra jornalistas e trabalhadores da imprensa no país, que ficou evidente nestes acontecimentos. Em tempos de crise, o trabalho de informação é essencial para garantir o direito à informação e preservar a democracia.

Durante o dia 9 de janeiro, foram registrados atos de violência armada por parte de grupos do crime organizado em todo o Equador após a declaração do estado de emergência anunciada pelo novo presidente, Daniel Noboa. Esta medida foi lançada face à grave crise de segurança que o país atravessa, que se aprofundou no último ano e que teve impacto direto nas condições em que os trabalhadores da comunicação social realizam o seu trabalho. Isso ficou evidenciado no ataque à TC Televisión, na cidade de Guayaquil, onde um grupo armado invadiu a transmissão ao vivo do noticiário e obrigou os trabalhadores que ali estavam a continuar com a programação a utilizar aquela plataforma para comunicar suas intenções. . Numerosos trabalhadores foram feitos reféns e, após mais de duas horas de tensão, foram libertados e os responsáveis ​​foram presos pelas forças de segurança.

Fatos semelhantes foram registrados na TV Gama, onde ocorreram sequestros de trabalhadores da mídia, que posteriormente foram libertados. Jornalistas de outros meios de comunicação afirmaram ter recebido telefonemas intimidadores de grupos do crime organizado.

“Da FIJ e da FEPALC repudiamos veementemente este acontecimento sem precedentes no Equador. Rejeitamos que os jornalistas sejam alvo de ataques, somos solidários com os nossos colegas e exigimos que o mecanismo de proteção aos jornalistas em todo o país seja ativado com urgência”, afirmaram Zuliana Lainez, vice-presidente da FIJ, e Álvaro Pan Cruz, presidente da FEPALC.

A Federação Nacional de Jornalistas do Equador (FENAPE) emitiu ontem um comunicado no qual rejeita o ocorrido e faz um apelo urgente às autoridades nacionais, instando-as a dar segurança à prática jornalística. “É imperativo garantir condições de segurança para que estes profissionais possam exercer o seu trabalho, sobretudo num momento em que manter os cidadãos informados é fundamental”, afirma a organização. A FIJ e a FEPALC acompanham suas organizações filiadas em suas demandas.

Num contexto de violência alarmante, em que numerosos jornalistas foram  forçados a abandonar o país ou foram vítimas de ataques fatais, é necessário ativar urgentemente mecanismos para proteger o trabalho jornalístico. Em tempos de crise, o direito à informação é fundamental para os sistemas democráticos, e os trabalhadores da comunicação devem poder realizar o seu trabalho com segurança e isso deve ser garantido pelas autoridades

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