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Em ato da CUT, presidente do SJSP critica ajuste fiscal

Em ato da CUT, presidente do SJSP critica ajuste fiscal


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“Não aceitaremos qualquer medida que retire direito dos trabalhadores”, diz Zocchi

 

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), Paulo Zocchi, disse na manhã desta terça-feira (15), durante ato público de lançamento das campanhas salariais unificadas do 2º semestre, organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo, na av. Paulista, que a categoria não aceitará nenhum ajuste fiscal ou qualquer outra medida que retire direito dos trabalhadores.

“A gente se encontra hoje no limiar de um cenário de grandes lutas para os trabalhadores. Evidentemente, sabemos que, no ano passado, com muita luta, conseguimos eleger a companheira Dilma Rousseff para  a presidência da República. Mas o Sindicato e a CUT tem o seu compromisso com os direitos dos trabalhadores. E damos até alma na defesa desses direitos. Agora vem de Brasília um ajuste fiscal que mexe com os nossos direitos e tenta fazer com que os trabalhadores paguem a conta. Nós temos certeza que a CUT e os Sindicatos estarão na rua, na luta e não aceitarão o ajuste fiscal e nem qualquer medida que retire direito da classe trabalhadora”, disse ele.

Zocchi lembrou que os jornalistas já enfrentam grandes dificuldades nas Campanhas Salarial da categoria, demissões em várias redações e até reajuste zero para os trabalhadores da Rádio e TV Cultura, gerenciada pelo governo do Estado. “Problemas já acontecem em São Paulo com o governo Alckmin, que é o governo inimigo dos trabalhadores. A nossa categoria, junto com os Radialistas, enfrentam o desmonte da TV Cultura. Nesses dias, no Acordo Coletivo desse ano, acertado para repor a inflação dos jornalistas de Rádio e TV, o governo Alckmin deu zero de reajuste para os trabalhadores. Ele impede que a Convenção Coletiva da categoria seja aplicada na TV Cultura e isso é uma forma de desmontar e destruir a TV Cultura, porque  o principal patrimônio da TV são justamente seus trabalhadores jornalistas e radialistas”.

O presidente do SJSP lembrou ainda que a categoria está em Campanha Salarial desde o primeiro semestre, com data base em 1º de junho e as empresas jornalísticas, que são as primeiras a atacar o governo eleito pelos trabalhadores, são as primeiras a atacar os próprios trabalhadores que nela trabalham: os jornalistas, os gráficos e os administrativos. “As empresas gozam de milhões e milhões de uma desoneração fiscal dada pelo governo federal desde começo do ano passado. Enchem o bolso de dinheiro público e demitem em massa os jornalistas durante todos esses meses desse ano. E o nosso Sindicato enfrenta uma luta pesada contra as demissões e agora, na Campanha Salarial, estamos em uma  luta, porque os patrões querem,  além de embolsar o dinheiro público, não pagar nem metade da inflação. Nós não aceitamos isso, estamos na luta. Porisso, nos somamos as diferentes categorias para enfrentar esse arrocho”.

No final, Zocchi cumprimentou o novo presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo e a nova direção da entidade e saudou os jornalistas que cobriam o evento.

Pacote econômico

O pacote econômico apresentado ontem pelo governo Dilma acabou por ser o assunto mais comentado – e criticado – do ato realizado pela CUT na manhã desta terça-feira, na capital paulista.

“É lamentável. É um pacote recessivo, que imputa a culpa da crise aos trabalhadores, que vai exatamente no sentido contrário das propostas que a CUT tem apresentado, para geração de emprego e renda, para que o Brasil volte a crescer. Esse pacote dialoga com a política do Levy, que é uma política de recessão, de corte e não de investimento, de corte nos direitos dos trabalhadores”, criticou o presidente da Central,Vagner Freitas.

O presidente da CUT bateu duro na falta de articulação política do governo Dilma. “O que mais uma vez nos espanta é a falta de diálogo com a sociedade. Não tem um fórum que foi criado pelo governo para discutir as questões de salário, previdência, direitos? Antes de instalar o fórum, que seria o lugar de discussão democrática com a sociedade, o governo governa por pacote”.

Vagner comentou também que o pacote anunciado ontem, embora voltado para as demandas do mercado, não atinge seu objetivo e ainda contraria a base social que elegeu Dilma.“Se a intenção do governo com o pacote era tentar aliviar a pressão da grande mídia, ela continua contrária ao pacote do mesmo jeito, chamando-o de ‘incipiente’. Ou seja, não dialoga nem com o empresariado, nem com os trabalhadores que são aqueles para quem o governo deveria governar”, disse Vagner.

Campanhas salariais

O ato de hoje tinha por objetivo fazer o lançamento unificado das campanhas salariais das categorias que têm data-base neste segundo semestre, como forma de demonstração de que os sindicatos cutistas estão unidos na luta por aumentos salariais e outras reivindicações, a despeito da crise econômica e política.

“Nos momentos de dificuldade econômica, tanto a iniciativa privada quanto os governos tentam utilizar essa dificuldade para impor uma política de arrocho aos trabalhadores e é por isso que estamos aqui hoje e continuaremos as mobilizações: não vamos aceitar que o trabalhador pague pela crise e pelo momento difícil por que passa a economia”, afirmou o presidente da CUT estadual São Paulo, o professor da rede pública, Douglas Izzo.

O respeito ao mandato de Dilma, eleita no final do ano passado com 54 milhões de votos, foi reafirmado pela CUT. “O mandato da presidenta Dilma é legítimo, democrático e tem que acabar em 2018 para que o Brasil não tenha soluções ainda piores que esse pacote”, afirmou Vagner Freitas. “Uma coisa é a crítica que faço ao pacote, agora, golpe não vamos tolerar”, completou.

 

direcao sjsp ato

 

Da Redação, com informações da CUT/SP

 

Legenda1: presidente do SJSP, Paulo Zocchi, no ato na avenida Paulista. Foto: José Eduardo

Legenda2: Da esquerda para a direita – Os diretores do SJSP, André Freire, José Augusto Camargo, Paulo Zocchi (presidente), Fabiana Caramez e José Eduardo. Foto: Eduardo Oliveira 

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