Coletivo LGBT da CUT-SP repudia tentativa de “cura gay”

Coletivo LGBT da CUT-SP repudia tentativa de “cura gay”


Integrantes do Coletivo divulgam nota contra a decisão do juiz federal


Nós, trabalhadoras e trabalhadores integrantes do Coletivo LGBT da CUT-SP, manifestamos nosso repúdio contra a decisão do juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal, Waldemar Cláudio de Carvalho, que em liminar permite que psicólogos ofereçam terapia para a “reversão da homossexualidade”.

Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia consensuou que as orientações sexuais, sejam elas quais forem, não são desvios de comportamento e muito menos um transtorno psíquico ou patológico, seguindo o entendimento da Organização Mundial de Saúde (OMS).

De onde se mantém essa ideia frenética de que especificamente a homossexualidade deve ser curada? Só vemos amparo em razões conservadoras de cunho religioso. Não é de hoje que vimos o crescimento de setores ultraconservadores, principalmente os fundamentalistas, que não aceitam a convivência com pessoas LGBT, que diuturnamente propagam discursos de ódio.

O Coletivo LGBT da CUT-SP reafirma seu compromisso com a luta pelo respeito à população LGBT não só nos locais de trabalho, mas em qualquer ambiente.

Queremos o respeito e a cura deve ser para os homofóbicos, pois doença é o preconceito!

Coletivo LGBT da CUT-SP

São Paulo, 21 de setembro de 2017

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