Carta aberta dos Jornalistas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

Carta aberta dos Jornalistas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos


 

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Os Jornalistas dos Correios e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) manifestam apoio à luta coletiva dos trabalhadores dos Correios em todo Brasil. A observância da queda da qualidade dos serviços da empresa, a falta de valorização de empregados em todos os níveis, e a péssima imagem da empresa transparecida à população, serviram de escopo para esta manifestação.

Lamenta-se que os Correios, como Empresa Pública, use como subterfúgio a crise salarial que afeta ao país pra não oferecer ao seu efetivo condições de trabalho e salariais mais dignas. Vale lembrar que a remuneração deve ser oferecida de maneira isonômica a todos os empregados.

Para afirmar nosso compromisso com a luta, a exemplo de outras categorias, nos posicionamos contra:

•       O desrespeito ao princípio legal da isonomia nas cláusulas financeiras dos últimos acordos coletivos de trabalho, especialmente quando se verifica que a atual proposta de acordo (aumento linear de R$ 200,00 a todos os empregados) representa um reajuste de 17,6% para o nível inicial dos cargos de Agente de Correios e apenas 5,1% para o estágio inicial dos cargos de nível superior;

•       A clara desobediência ao princípio isonomia e legalidade em não estender a decisão da 80ª Vara do Trabalho de São Paulo em relação ao limite da carga horária semanal em 25 horas dos Jornalistas dos Correios e a consequente suspensão do labor aos sábados, não exigido anteriormente à sentença e não compensado pelos demais empregados da área administrativa. Observa-se, ainda, que não aceitamos a atitude prejudicial da empresa em impor uma cláusula no ACT como na negociação passada, à revelia da categoria, em claro desrespeito à legislação, à sentença judicial e ao Art. 468 da Consolidação das Leis do Trabalho: “Art. 468. Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e ainda assim desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia.”;

•       O aparelhamento político dos Correios;

•       As estratégias veladas de privatização;

•       O descumprimento dos valores organizacionais em desfavor do trabalhador, e não observância dos princípios que norteiam estes valores: ética, meritocracia, respeito às pessoas, compromissos com o cliente e sustentabilidade;

•       A redução do quadro de efetivos, resultado da não realização de concursos públicos.

•       O desgaste físico e psíquico dos empregados, em decorrência da sobrecarga de trabalho e das práticas abusivas de assédio moral;

•       A ausência de transparência com os empregados na condução da reestruturação da empresa.

Usaremos todos os meios pacíficos e legais para manifestar apoio aos trabalhadores, sem deixar de defender a liberdade, garantia dos direitos trabalhistas e democracia.

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