Logo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo
Logo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
Logo da Federação Internacional de Jornalistas
Logo da Central Única dos Trabalhadores
Logo da Federação Nacional de Jornalistas

198 deputados indecisos sobre a Previdência

198 deputados estão indecisos se aprovam ou não Reforma da Previdência

Se botar para votar, o Brasil vai parar, garante a CUT. Charge: Marcio BaraldiA proposta do ilegítimo e golpista Michel Temer (PMDB-SP) de colocar em votação a Reforma da Previdência nos próximos dias é mais um duro ataque à classe trabalhadora. O governo, porém, enfrenta a resistência de deputados contrários a uma das mais impopulares medidas encaminhadas pelos golpistas a Câmara dos Deputados. Esta semana, a proposta de reforma foi retirada da pauta da Câmara porque o governo não conseguiu os 308 votos necessários para aprovar a nova e tão cruel como a primeira proposta de mudanças nas regras da aposentadoria.

De acordo com levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), 167 deputados declararam que vão votar a favor da reforma. Outros 152 disseram que vão votar contra e 198 estão indecisos.

A indecisão dos deputados tem muito a ver com a pressão que a CUT vem fazendo para denunciar o desmonte da aposentadoria e cobrar dos deputados compromisso com os direitos sociais e trabalhistas.

Um dos instrumentos para pressionar os parlamentares é o site  Na Pressão, lançado pela CUT em junho deste ano.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, o Na Pressão é um dos instrumentos mais poderosos para a luta dos trabalhadores e trabalhadoras contra mais esse ataque aos seus direitos.

 “A nossa base pode utilizar o site Na Pressão sem sair de casa, no próprio local de trabalho e se manifestar por meio de WhatsApp, e-mail ou telefone, dizendo claramente aos deputados de seus estados que se aprovarem o fim de suas aposentadorias, eles não voltarão em 2018”.

Segundo Vagner, aliado ao  Na Pressão, é preciso ainda fortalecer as denúncias contra o que representa para a classe trabalhadora a aprovação de uma medida como essa, que pode acabar com o sonho da aposentadoria de milhões de trabalhadores.

O secretário nacional de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, afirma que a plataforma é atualizada diariamente e permite pressionar os parlamentares por e-mail, telefone e redes sociais até que a matéria seja retirada da pauta da Câmara.

“Temos que pressionar todos os deputados e deputadas nas ruas e nas redes para que digam não à Reforma da Previdência. Só com a pressão da população podemos sair vitoriosos desta luta”, destacou Roni.

Vagner lembra que, além disso, “é preciso continuar as visitas aos redutos eleitorais dos deputados indecisos e também dos que já afirmaram que vão votar contra os interesses dos trabalhadores e das trabalhadoras. 

Temos de panfletar mais, questioná-los nas ruas, nos aeroportos e em todos os lugares onde eles forem fazer uma palestra, participar de um seminário ou congresso”, orienta Vagner, que complementa: vamos denunciar todos os deputados que afirmaram que vão votar a favor da Reforma da Previdência como traidores da classe trabalhadora. 

Se botar para votar, o Brasil vai parar

O presidente da CUT orienta ainda os sindicatos, federações, confederações e CUT's estaduais a se manterem em estado de alerta, se preparando para para o Brasil no dia em que a Câmara dos Deputados colocar a Reforma da Previdência em votação.

“Quero deixar claro para a base da CUT que, seja qual for o dia que colocarem para votar, faremos uma grande paralisação para impedir a retirada de mais esse direito”.

O deputado Carlos Zarattini (PT), em entrevista ao Portal da CUT, comenta que a maioria “esmagadora” dos parlamentares rejeita a proposta de Reforma Previdenciária.

“A maioria não quer votar, entretanto, o governo pretende votar na semana que vem. É importante neste momento as mobilizações dos movimentos populares e do movimento sindical”.

A nova proposta de Reforma da Previdência

As mudanças propostas por Temer na Previdência brasileira vão prejudicar especialmente os trabalhadores e as trabalhadoras mais pobres, como os rurais assalariados e os agricultores familiares, o pessoal da construção civil e serviços, entre outros, que vão sofrer mais porque são vítimas da alta rotatividade e do contrato intermitente de trabalho, aprovado na Reforma Trabalhista que entrou em vigor no último dia 11.

A nova proposta de Reforma da Previdência prevê que as idades mínimas para aposentadoria serão de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens da iniciativa privada, servidores e assalariados rurais. A exceção são os professores e as professoras que poderão se aposentar aos 60 anos – idade vale para ambos os sexos; e os policiais (55 anos também para ambos os sexos).

O tempo mínimo de contribuição previsto no texto é de 15 anos para os trabalhadores do regime geral (INSS) e 25 anos para os servidores públicos. 

O trabalhador da iniciativa privada que contribuir durante 15 anos terá direito a 60% do valor do benefício, que é a média da soma de todos os salários, desde o primeiro, em geral mais baixo. Se estiver vivo e contribuir durante 25 anos, receberá somente 65% do valor do benefício.

No caso dos servidores públicos, eles receberão 70% do benefício se contribuírem por 25 anos. Quem contribuir por 30 anos receberá 77,5% do benefício. Nos dois regimes, os trabalhadores que quiserem receber 100% do benefício terão de contribuir por 40 anos. Além disso, terão de ter a idade mínima 65 anos (homens) e 62 (mulheres).

No caso dos trabalhadores rurais, a proposta é ainda mais cruel. A nova reforma Previdenciária iguala as regras dos trabalhadores assalariados rurais aos urbanos e ainda exige dos agricultores familiares (pequenos produtores) uma contribuição mensal e individual, o que praticamente acaba com o sistema de proteção diferenciado dos rurais.

veja também

relacionadas

mais lidas

Pular para o conteúdo