Paulo Moreira Leite opõe-se à atitude da Abril em cassar liberação sindical remunerada do presidente do SJSP

Paulo Moreira Leite opõe-se à atitude da Abril em cassar liberação sindical remunerada do presidente do SJSP

O jornalista Paulo Moreira Leite, que atuou por 17 anos na Editora Abril, opõe-se à atitude da Editora Abril em cassar a liberação sindical remunerada do presidente do SJSP, Paulo Zocchi. Segundo ele, a atuação do Sindicato é mais necessária do que nunca em um momento de cortes de direitos dos jornalistas com rebaixamento de salários e desrespeito à legistação trabalhista.

“A Editora Abril, com seus novos proprietários, tenta perseguir o movimento sindical e tenta atacar àquele resíduo de organização independente que se expressa através do antigo editor e atual presidente do Sindicato dos Jornalistas, Paulo Zocchi.” disse Leite à campanha #AbrilRespeiteoSindicato. Para  o ex-editor-chefe de Veja, a atitude da Editora Abril é uma vergonha.

O depoimento do jornalista integra as ações da campanha #AbrilRespeiteoSindicato, que reivindica a manutenção da liberação do jornalista Paulo Zocchi para o exercício do mandato sindical, sem prejuízo de vencimentos e direitos, até o fim do atual mandato em agosto de 2021. A editora Abril convocou o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), Paulo Zocchi, a voltar ao trabalho na empresa a partir do último dia 30 de outubro, encerrando cinco anos de liberação sindical sem prejuízo dos vencimentos, que iniciou em 2015.

Ao convocar Paulo Zocchi de volta ao trabalho, a Editora Abril ataca o exercício do mandato sindical, uma vez que o cumprimento da jornada normal de trabalho impede o desempenho das atividades sindicais no SJSP.

O Sindicato dos Jornalistas é uma entidade de âmbito estadual, que representa uma categoria distribuída em dezenas de empresas. O exercício do mandato de presidente exige uma extensa atuação diária, em reuniões com os jornalistas, negociações com empresas, audiências judiciais ou com o Ministério Público, além de reuniões com outras entidades sindicais ou sociais em defesa dos interesses da categoria.

A própria Abril, aliás, reconhecia isso no acordo de liberação sindical, assinado pelas partes em 2015, no qual está escrito: “Considerando-se a solicitação da entidade sindical para a liberação do empregado para o exercício de suas atividades sindicais em período integral, vez que seriam incompatíveis com a manutenção de suas atividades profissionais na empresa”.

Assista, abaixo, o depoimento de Paulo Moreira Leite.

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