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Jornalistas tomam posse na direção da CUT-SP

Jornalistas tomam posse na direção da CUT-SP


direcao sjsp e izzo

 

A nova direção da CUT Estadual São Paulo participou da primeira reunião plena na última quarta-feira (16) para debater as demandas imediatas e garantir a mobilização dos trabalhadores em defesa da democracia e contra a retirada de direitos. “A CUT continuará nas ruas contra quaisquer tentativas de golpe e de ataques aos direitos e conquistas da classe trabalhadora”, afirmou Douglas Izzo, novo presidente da CUT-SP.

A reunião, realizada na sede do Sindgasista, na capital, foi aberta com uma análise de conjuntura do economista e professor da Unicamp, Guilherme Melo, seguida de debate onde o consenso foi a necessidade de luta nas ruas em defesa da democracia, de uma nova política econômica e dos direitos do povo brasileiro.

Depois de um dia inteiro de debates e decisões, no início da noite os dirigentes da CUT-SP receberam lideranças políticas e sindicais para uma confraternização na sede da central, e que acabou se transformando em um ato de posse informal da direção eleita para mandato até 2019. A secretária de Comunicação e Cultura do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), Lílian Parise, foi reeleita para representar o ramo de Comunicação na Direção Plena e a diretora Regional de Sorocaba, Fabiana Caramez, foi eleita para a suplência do Conselho Fiscal.

Chapa eleita no CECUT

Vale lembrar que, no dia do aniversário de 32 anos da fundação da CUT, cerca de 900 delegados e delegadas do 14º Congresso Estadual da CUT São Paulo (CECUT) elegeram, por unanimidade, a nova direção – executiva e plena – e o conselho fiscal da Central. A eleição aconteceu em 28 de agosto, em Águas de Lindóia, no último dos quatro dias de discussões, debates e decisões do congresso.

O professor Douglas Izzo, efetivo de Geografia e de Sociologia da rede pública de São Paulo, foi eleito como novo presidente da entidade, representando o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), em substituição ao metalúrgico Adi dos Santos Lima. É a primeira vez que a Central estadual terá à frente um servidor público. Na ocasião também foi comemorada a conquista da paridade de gênero, inédita na CUT-SP, com uma direção formada por 50% de mulheres e 50% de homens.

O congresso ocorreu em um momento político marcado pelo avanço do conservadorismo no país – que tem o estado de São Paulo como berço do retrocesso nos direitos sociais – e em meio a uma crise política e econômica que vem afetando vários setores com inúmeras demissões. Nesse contexto é que dirigentes de diferentes ramos debateram, por quatro dias, o tema “Por um Projeto Popular para Mudar São Paulo”, que norteou o 14º CECUT.

 

Dirigentes e propostas

Além de Lílian Parise e Fabiana Caramez, a delegação do SJSP ao Congresso Estadual, eleita em assembleia da categoria, foi formada também pelo presidente Paulo Zocchi, pela secretária de Finanças, Cândida Vieira, e pelo secretário do Interior e Litoral, José Eduardo de Souza.

Durante os debates, os jornalistas aprovaram propostas específicas importantes para o plano de ação da CUT-SP, como a luta contra o desmonte da RTV Cultura, engrossando o movimento “Eu Quero a Cultura Viva”; a defesa da obrigatoriedade de formação superior para o exercício profissional, lutando pela aprovação da PEC do Diploma; e o apoio à campanha “Violência Contra Jornalistas, Atentado à Democracia”, repudiando quaisquer agressões no exercício da profissão, além de intensificar a luta mais ampla pela democratização da comunicação e a regulação da midia.

No último dia, também por unanimidade, foram aprovadas as moções, dentre elas duas propostas pelo SJSP.


Perfil do novo presidente

Natural de São Paulo, Douglas Izzo tem 50 anos e é professor efetivo desde 1992 na rede pública estadual. Na gestão anterior ocupou a cadeira da vice-presidência da CUT-SP. Há 10 anos na diretoria Apeoesp. É coordenador do Fórum do Funcionalismo Público e compõe o Fórum dos Movimentos Sociais de SP.

No primeiro discurso, Izzo destacou a importância da construção de um projeto contrário ao do governo paulista.“Vivemos no estado mais conservador no país e por isso queremos uma alternativa ao neoliberalismo tucano que representa o desmonte do estado nos últimos 20 anos e que, neste momento,não consegue dar respostas efetivas à população do estado de São Paulo diante da crise da falta de água, na política industrial, segurança pública, mobilidade urbana, políticas sociais, saúde e educação”, afirmou.


A CUT São Paulo

Organização sindical de caráter classista, autônomo e democrático, em 2015 a CUT-SP completa 31 anos (a CUT Nacional fez 32 anos) de história na luta em defesa da democracia, dos direitos e interesses da classe trabalhadora. No Brasil, a CUT-SP é a maior Central estadual, com 1.052.110 associados e 4.068.774 trabalhadores/as na base, distribuídos em 338 sindicatos de diferentes ramos. Em âmbito nacional, a CUT é a maior central sindical do país e a quinta maior do mundo.

 

Legenda: Douglas Izzo: todo apoio à luta dos jornalistas

Foto: Roberto Claro


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