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Após assembleia, categoria encaminha encerramento da Campanha Salarial de Jornais e Revistas da Capital com ganho real no piso salarial

Em assembleia realizada na última quinta-feira, 10 de setembro, as e os jornalistas que trabalham nas empresas de jornais e revistas da capital estiveram reunidos para debater a proposta patronal enviada nesta semana. Após um debate aprofundado, que contou com a participação de colegas de diferentes redações, foi aprovado, por maioria dos votos, que representantes do Sindicato teriam um mandato para negociar com os patrões na tentativa de avançar nas reivindicações, estabelecendo como prazo limite a segunda-feira, 14 de setembro. Em reunião realizada na tarde de quinta-feira, foi apresentada uma proposta superior àquela da última mesa de negociação. Sendo assim, o Sindicato dos Jornalistas concordou em proceder com a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Confira os principais pontos do documento: Reajuste no piso salarial de 4,7%, diante de uma inflação de 4,42%; Reajuste de 4,42% para salários de até R$ 15 mil; Para quem recebe salários superiores a R$ 15 mil, a parcela restante será reajustada em 2,21%; Abono correspondente ao pagamento retroativo da negociação, na folha de pagamento de setembro: Para o piso salarial: abono de R$ 14,10%; Para salários de até R$ 15 mil: abono de 13,26%; Para quem recebe salário superior a R$ 15 mil, além dos 13,26%, um abono correspondente a 6,63% sobre...

COJIRA-SP celebra 25 anos de luta pela igualdade racial no jornalismo

Celebrar os 25 anos da COJIRA-SP é reafirmar que não há jornalismo verdadeiramente democrático enquanto o racismo continuar determinando quem entra nas redações, quem permanece nelas, quem ocupa espaços de decisão e quais vozes são reconhecidas como produtoras legítimas de informação. Há 25 anos, um grupo de jornalistas negros se reunia no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) para enfrentar uma questão que permanecia pouco discutida no interior da própria categoria: de que maneira o racismo estrutural brasileiro se manifestava no mercado de trabalho e na produção cotidiana do jornalismo? O processo havia começado em 2000, com a formação do Comitê Permanente de Jornalistas Negros. Em 11 de setembro de 2001, consolidava-se o nome Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial - COJIRA-SP. Seu manifesto fundador estabelecia objetivos que permanecem atuais: mapear a situação dos jornalistas negros, ampliar sua presença nos espaços de trabalho, combater abordagens estereotipadas da população negra, qualificar jornalistas para a cobertura das relações raciais e acompanhar e divulgar o trabalho da imprensa negra. A iniciativa paulista tornou-se uma das referências para a organização de jornalistas em torno da agenda racial no país. Ao lado de coletivos de outros estados, esse movimento ajudaria a ampliar o...

Israel elimina mais dez civis em Gaza, elevando a 1.359 o número de palestinos assassinados na vigência do “cessar-fogo”

Dez pessoas foram assassinadas em Gaza por Israel nos últimos dois dias. Na quinta-feira, 10 de setembro, ataques israelenses mataram nove pessoas. Um drone israelense atingiu um veículo ao norte de Khan Younis, matando um palestino. Outro ataque de drone teve como alvo um grupo de civis na área de Al-Qubba, em Al-Mawasi, matando três e ferindo cinco. Nessa mesma data, mais um ataque israelense matou uma família palestina, incluindo duas crianças, enquanto dormiam em Beit Lahia, no norte de Gaza: Momen Ahmad, sua esposa, Haneen Saleh, e suas duas filhas, as irmãs Lana, de 12 anos, e Bana, de 8.A família havia consertado dois cômodos no meio de sua casa parcialmente destruída e estava morando lá quando o terremoto aconteceu. Ninguém sobreviveu. Os moradores passaram horas tentando resgatar a família dos escombros enquanto as forças israelenses continuavam atirando na área.“Conseguimos recuperar três corpos. Há também uma menina pequena — conseguimos recuperar parte do corpo dela, mas o resto ainda está sob os escombros”, disse um parente, Zuhair Al-Haisami, a Mohamed Ahmed, de Drop Site. Veja aqui a reportagem de Ahmed.Na sexta-feira, um homem foi morto e nove pessoas, incluindo crianças, ficaram feridas quando um drone israelense atingiu um grupo de pessoas na...

Estudo sobre saúde mental dos jornalistas será apresentado ao Conselho de Comunicação do Congresso Nacional

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) apresenta, na próxima segunda-feira (14/09), ao Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS), os resultados do estudo “Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil”. A apresentação ocorrerá durante a 15ª reunião ordinária do colegiado, a partir das 14h, no Plenário 7 do Senado Federal. O estudo será apresentado pelo secretário-adjunto de Saúde e Segurança da FENAJ, Norian Segatto, e pela analista em Ciência e Tecnologia e jornalista da Fundacentro, Cristiane Oliveira Reimberg, que atua na área de Comunicação Institucional da Fundação. A participação de ambos permitirá ao Conselho conhecer os principais resultados da pesquisa e discutir seus impactos para as condições de trabalho e a saúde da categoria. A pesquisa foi realizada pela Fundacentro, em parceria com a FENAJ, e contou com a participação de 257 jornalistas brasileiros. O levantamento buscou traçar um diagnóstico das condições de trabalho e da saúde mental dos profissionais, investigando aspectos como estresse, ansiedade, depressão, insônia, capacidade para o trabalho, satisfação profissional, assédio moral, cyberbullying, consumo de álcool e percepção de demanda, controle e apoio social no ambiente de trabalho. Para a presidenta da FENAJ e conselheira do CCS, Samira de Castro, o adoecimento mental não pode ser...

Israel intensifica ataques no sul do Líbano e mata 12 pessoas da mesma família, incluindo seis crianças

KFAR REMMAN, Líbano — “Eles estão matando crianças. É isso que estão fazendo”, disse Baker Malak, apontando para os pequenos caixões que eram carregados pelas ruas da cidade de Kfar Remman, no sul do Líbano, na terça-feira. Ele caminhava ao lado de centenas de pessoas em um cortejo fúnebre para enterrar 12 membros de uma mesma família, metade deles crianças, mortos em um ataque aéreo israelense contra sua casa no dia anterior. Nas proximidades, pessoas em luto carregavam o caixão do paramédico Ali Shahrour, de 18 anos, morto em um ataque separado à cidade no mesmo dia. O cortejo fúnebre serpenteava pelas ruas marcadas por meses de bombardeio, enquanto um drone israelense sobrevoava o local incessantemente. “Quando Israel perceber que o governo libanês não está fazendo nada, continuará a atacar crianças”, disse Malak. Na manhã de segunda-feira, Israel bombardeou sem aviso prévio a casa de três andares da família Farhat, reduzindo todo o prédio a escombros e matando três homens, três mulheres e seis crianças com idades entre dois meses e 13 anos. Outras duas crianças, ambas de oito anos, ficaram gravemente feridas no ataque. Malak, de 45 anos, morador de Kfar Remman, era amigo próximo de dois irmãos mortos no ataque,...

Empresas de jornais e revistas apresentam proposta à categoria: Sindicato convoca assembleia nesta quinta-feira, 10 de setembro, às 10h30

Após as e os jornalistas que trabalham nas empresas de jornais e revistas da capital realizarem uma assembleia que manteve o estado de greve e rejeitou a última proposta patronal enviada, os patrões do segmento estiveram reunidos para formular uma nova proposta à categoria. Conforme aprovado na última assembleia, os pontos restantes da negociação se resumem a dois tópicos: a valorização do piso salarial acima da inflação e o reajuste dos demais salários. Diante disso, as empresas apresentaram a seguinte proposta: Reajuste no piso salarial de 4,6%, diante de uma inflação de 4,42%; Para salários até R$ 14.850,00: reajuste de 4,42%; Para a parcela do salário que exceder R$ 14.850,00: reajuste de 1,50%; Abono indenizatório na folha salarial de setembro: Piso salarial: abono de 13,80%; Salários até R$ 14.850,00: abono de 13,26%; Parcela do salário que exceder R$ 14.850,00: abono de 4,5% sobre essa parcela. É importante esclarecer que a proposta patronal apresenta uma novidade significativa em relação às anteriores e corresponde à uma discussão realizada em assembleia. Em vez de um corte abrupto nas faixas salariais, com o reajuste fixado em um único valor, há o cálculo de uma porcentagem sobre a parcela do salário que excede a faixa. Por exemplo, para alguém que recebe um salário de R$...

Mais da metade dos jornalistas que atuam em entidades sindicais já sofreu assédio, revela levantamento da FENAJ

Mais da metade dos jornalistas que trabalham em sindicatos, associações, federações, confederações e centrais sindicais de todo o Brasil já sofreu algum tipo de assédio no ambiente de trabalho. É o que revela o levantamento inédito “Perfil e Condições de Trabalho de Jornalistas em Entidades Sindicais”, realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). Os resultados foram apresentados ontem (3/09), durante live realizada no canal da FENAJ no YouTube. Participaram do lançamento virtual a 1ª Secretária da Federação e uma das coordenadoras do levantamento, Renata Maffezoli; a presidenta da FENAJ, Samira de Castro; a 2ª Tesoureira da entidade, Márcia Raquel, a secretária-adjunta de Mobilização de Jornalistas em Assessoria de Comunicação, Letícia Castro; e a jornalista sindical e integrante da Comiossão Nacional de Ética, Fernanda Viseu. A parte técnica foi conduzida pela secretária de Gênero, Raça e Etnia, Germana McGregor. A pesquisa ouviu 252 jornalistas de todo o país, entre fevereiro e abril de 2026, e investigou aspectos como assédio, remuneração, vínculo empregatício, plano de carreira e estrutura de trabalho. De acordo com o levantamento, 53,6% dos profissionais afirmaram já ter sofrido algum tipo de assédio. O mais recorrente é o assédio moral, seguido pelo assédio político — relacionado a posicionamento ou filiação partidária — e...

Resistência empresarial ao diploma de Jornalismo atravessa décadas e repete argumento historicamente falso

A exigência de formação para jornalistas apareceu na legislação brasileira em 1961. O golpe militar ocorreu em 1964. As duas datas são suficientes para colocar em xeque um argumento repetido há décadas pelos adversários da formação superior obrigatória para o exercício profissional do Jornalismo: o de que o diploma seria um “entulho da ditadura”. É verdade que o Decreto-Lei nº 972, que regulamentou a profissão de jornalista, foi editado em 1969, durante a ditadura militar, e que sua regulamentação posterior ocorreu por meio do Decreto nº 83.284/1979. Mas a história da formação profissional dos jornalistas brasileiros começou antes. Em 22 de agosto de 1961, durante o período democrático, o presidente Jânio Quadros assinou o Decreto nº 51.218. A norma, que regulamentava dispositivos relativos à profissão, estabeleceu entre os requisitos para o registro profissional a apresentação de “diploma ou certificado de habilitação em curso de formação profissional de jornalista”. Era 1961. O golpe militar aconteceria quase três anos depois. Portanto, embora a exigência do diploma de curso superior específico tenha sido posteriormente incorporada à regulamentação de 1969, a presença da formação profissional como requisito para o exercício do Jornalismo é anterior à ditadura. E essa história começa ainda antes. Antes da ditadura A preocupação com...