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Israel intensifica ataques no sul do Líbano e mata 12 pessoas da mesma família, incluindo seis crianças

KFAR REMMAN, Líbano — “Eles estão matando crianças. É isso que estão fazendo”, disse Baker Malak, apontando para os pequenos caixões que eram carregados pelas ruas da cidade de Kfar Remman, no sul do Líbano, na terça-feira. Ele caminhava ao lado de centenas de pessoas em um cortejo fúnebre para enterrar 12 membros de uma mesma família, metade deles crianças, mortos em um ataque aéreo israelense contra sua casa no dia anterior. Nas proximidades, pessoas em luto carregavam o caixão do paramédico Ali Shahrour, de 18 anos, morto em um ataque separado à cidade no mesmo dia. O cortejo fúnebre serpenteava pelas ruas marcadas por meses de bombardeio, enquanto um drone israelense sobrevoava o local incessantemente. “Quando Israel perceber que o governo libanês não está fazendo nada, continuará a atacar crianças”, disse Malak. Na manhã de segunda-feira, Israel bombardeou sem aviso prévio a casa de três andares da família Farhat, reduzindo todo o prédio a escombros e matando três homens, três mulheres e seis crianças com idades entre dois meses e 13 anos. Outras duas crianças, ambas de oito anos, ficaram gravemente feridas no ataque. Malak, de 45 anos, morador de Kfar Remman, era amigo próximo de dois irmãos mortos no ataque,...

Empresas de jornais e revistas apresentam proposta à categoria: Sindicato convoca assembleia nesta quinta-feira, 10 de setembro, às 10h30

Após as e os jornalistas que trabalham nas empresas de jornais e revistas da capital realizarem uma assembleia que manteve o estado de greve e rejeitou a última proposta patronal enviada, os patrões do segmento estiveram reunidos para formular uma nova proposta à categoria. Conforme aprovado na última assembleia, os pontos restantes da negociação se resumem a dois tópicos: a valorização do piso salarial acima da inflação e o reajuste dos demais salários. Diante disso, as empresas apresentaram a seguinte proposta: Reajuste no piso salarial de 4,6%, diante de uma inflação de 4,42%; Para salários até R$ 14.850,00: reajuste de 4,42%; Para a parcela do salário que exceder R$ 14.850,00: reajuste de 1,50%; Abono indenizatório na folha salarial de setembro: Piso salarial: abono de 13,80%; Salários até R$ 14.850,00: abono de 13,26%; Parcela do salário que exceder R$ 14.850,00: abono de 4,5% sobre essa parcela. É importante esclarecer que a proposta patronal apresenta uma novidade significativa em relação às anteriores e corresponde à uma discussão realizada em assembleia. Em vez de um corte abrupto nas faixas salariais, com o reajuste fixado em um único valor, há o cálculo de uma porcentagem sobre a parcela do salário que excede a faixa. Por exemplo, para alguém que recebe um salário de R$...

Mais da metade dos jornalistas que atuam em entidades sindicais já sofreu assédio, revela levantamento da FENAJ

Mais da metade dos jornalistas que trabalham em sindicatos, associações, federações, confederações e centrais sindicais de todo o Brasil já sofreu algum tipo de assédio no ambiente de trabalho. É o que revela o levantamento inédito “Perfil e Condições de Trabalho de Jornalistas em Entidades Sindicais”, realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). Os resultados foram apresentados ontem (3/09), durante live realizada no canal da FENAJ no YouTube. Participaram do lançamento virtual a 1ª Secretária da Federação e uma das coordenadoras do levantamento, Renata Maffezoli; a presidenta da FENAJ, Samira de Castro; a 2ª Tesoureira da entidade, Márcia Raquel, a secretária-adjunta de Mobilização de Jornalistas em Assessoria de Comunicação, Letícia Castro; e a jornalista sindical e integrante da Comiossão Nacional de Ética, Fernanda Viseu. A parte técnica foi conduzida pela secretária de Gênero, Raça e Etnia, Germana McGregor. A pesquisa ouviu 252 jornalistas de todo o país, entre fevereiro e abril de 2026, e investigou aspectos como assédio, remuneração, vínculo empregatício, plano de carreira e estrutura de trabalho. De acordo com o levantamento, 53,6% dos profissionais afirmaram já ter sofrido algum tipo de assédio. O mais recorrente é o assédio moral, seguido pelo assédio político — relacionado a posicionamento ou filiação partidária — e...

Resistência empresarial ao diploma de Jornalismo atravessa décadas e repete argumento historicamente falso

A exigência de formação para jornalistas apareceu na legislação brasileira em 1961. O golpe militar ocorreu em 1964. As duas datas são suficientes para colocar em xeque um argumento repetido há décadas pelos adversários da formação superior obrigatória para o exercício profissional do Jornalismo: o de que o diploma seria um “entulho da ditadura”. É verdade que o Decreto-Lei nº 972, que regulamentou a profissão de jornalista, foi editado em 1969, durante a ditadura militar, e que sua regulamentação posterior ocorreu por meio do Decreto nº 83.284/1979. Mas a história da formação profissional dos jornalistas brasileiros começou antes. Em 22 de agosto de 1961, durante o período democrático, o presidente Jânio Quadros assinou o Decreto nº 51.218. A norma, que regulamentava dispositivos relativos à profissão, estabeleceu entre os requisitos para o registro profissional a apresentação de “diploma ou certificado de habilitação em curso de formação profissional de jornalista”. Era 1961. O golpe militar aconteceria quase três anos depois. Portanto, embora a exigência do diploma de curso superior específico tenha sido posteriormente incorporada à regulamentação de 1969, a presença da formação profissional como requisito para o exercício do Jornalismo é anterior à ditadura. E essa história começa ainda antes. Antes da ditadura A preocupação com...

Reino Unido, França e Canadá anunciam sanções aos assentamentos israelenses ilegais na Cisjordânia, mas medida é “para inglês ver”

O Reino Unido, a França e o Canadá anunciaram nesta terça-feira, 8 de setembro, uma proibição conjunta da importação de mercadorias dos assentamentos ilegais de Israel na Cisjordânia ocupada, numa medida apresentada como um marco contra a colonização israelense de terras palestinas. Mas, nos bastidores, diplomatas britânicos contavam discretamente aos Estados Unidos uma história bem diferente: que as sanções eram em grande parte simbólicas e não teriam impacto material nas relações comerciais ou de segurança entre Reino Unido e Israel. De acordo com uma reportagem da Bloomberg publicada horas antes do anúncio, autoridades britânicas, receosas de que as medidas pudessem prejudicar a relação do primeiro-ministro Andy Burnham com o presidente dos EUA, Donald Trump, asseguraram em privado ao governo Trump que as sanções não teriam peso real.Burnham chegou a telefonar para Trump no dia anterior para avisá-lo com antecedência, com Downing Street apresentando a ligação como uma discussão sobre a solução de dois Estados. A mensagem para Washington era inequívoca: tratava-se de uma demonstração interna, não de uma ruptura genuína com Israel. Os números comprovam a versão dos diplomatas. A proibição visa apenas bens produzidos nos assentamentos da Cisjordânia, uma fração minúscula dos cerca de 8 bilhões de dólares em comércio...

Ataques online à imprensa somam 2.630 registros nas duas primeiras semanas de campanha

Num contexto em que a cobertura política ganha centralidade no debate público e mobiliza diferentes grupos nas redes sociais, a hostilidade contra a imprensa também ganha espaço. É o que revela o monitoramento realizado pela Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor), em parceria com o Laboratório de Internet e Ciência de Dados (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo, neste início da campanha eleitoral. Entre 16 e 29 de agosto, foram registrados 2.630 ataques, em postagens direcionadas a 91 veículos e 46 jornalistas, mas também contra a imprensa em geral, no X e no Instagram. Do total de ataques identificados, 1.548 ocorreram no Instagram e 1.082 no X, as duas redes sociais analisadas pelo monitoramento. Eles vieram de todo o espectro político, de apoiadores e candidatos da esquerda à extrema-direita. Embora o Instagram tenha concentrado o maior número absoluto de postagens estigmatizantes, os ataques foram proporcionalmente mais frequentes no X. Ao todo, foram analisados 61.989 posts, reposts e comentários no X e 457.235 posts e comentários no Instagram – a rede mais usada pelas candidaturas. Deslegitimação do jornalismo Os conteúdos revelam um padrão recorrente de deslegitimação profissional. Expressões como “jornalista militante”, “mídia golpista”, “caiu o pix”, “pesquisa comprada” e “pesquisa falsa” associam jornalistas e veículos à militância, parcialidade, manipulação e corrupção, insinuando que receberiam dinheiro em troca...

Sindicato garante na Justiça reserva de crédito do Banco Master para pagamento dos jornalistas da IstoÉ

A Justiça do Trabalho da 2ª Região atendeu a um pedido de tutela de urgência feito pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e determinou a reserva preventiva de créditos para garantir o pagamento de 11 jornalistas demitidos da IstoÉ Publicações (revistas IstoÉ, IstoÉ Dinheiro, IstoÉ Saúde, IstoÉ Mulher, IstoÉ Dinheiro Rural, Revista Menu, Revista Planeta, MotorsShow). A decisão do juiz Frederico Monacci Cerutti, da 6ª Vara do Trabalho de São Paulo, ordena que o liquidante extrajudicial do Banco Master reserve os valores devidos aos trabalhadores no Quadro Geral de Credores. A ação civil coletiva ajuizada pelo sindicato cobra o pagamento de salários atrasados dos meses de abril e maio de 2026, verbas rescisórias, depósitos e multa do FGTS, vale-refeição e multas previstas na CLT. Além disso, a entidade requer indenizações por dano moral individual e por dano moral coletivo. A ordem judicial recai sobre o Banco Master devido ao reconhecimento, em cognição sumária, da existência de um grupo econômico por coordenação e conluio fraudulento entre a IstoÉ Publicações Ltda., a controladora Entre Investimentos e Participações Ltda. e a própria instituição financeira. Segundo o processo, investigações da Polícia Federal e procedimentos da CVM revelaram uma intrincada engenharia financeira...

Campanha Salarial Rádio e TV: jornalistas aprovam pauta de reivindicações, com ganho real, volta da PLR e discussão sobre jornada de trabalho

Reunidas e reunidos em assembleia no último dia 31 de agosto, segunda-feira, profissionais que trabalham nas empresas de Rádio e Televisão do estado de São Paulo discutiram e aprovaram a pauta de reivindicações para a Campanha Salarial 2026. O documento consiste em uma proposta de Convenção Coletiva de Trabalho que busca garantir avanços nos direitos da categoria, com o aprimoramento de cláusulas já existentes e a inclusão de novas garantias. Entre elas está o retorno da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR). Caso não estabeleçam o programa referente ao exercício de 2026, a categoria reivindica que as empresas deverão pagar multa de um salário nominal aos jornalistas. Na questão salarial, a categoria aprovou a reivindicação de reajuste correspondente à inflação acumulada no período, a ser divulgada pelo IBGE, acrescida de 7% de ganho real. A mesma fórmula foi aplicada à proposta de atualização do piso salarial, apresentado de maneira unificada e sem distinção de valores salariais entre municípios. Entre as demais reivindicações aprovadas estão o aumento do vale-refeição para R$ 45, com fornecimento de 26 unidades mensais, inclusive durante férias, afastamentos e para profissionais em teletrabalho. Empresas que contam com restaurante próprio também devem disponibilizar o benefício, segundo o texto enviado. Outro eixo...