As negociações para a campanha salarial de jornais e revistas do interior, litoral e Grande SP ainda não começaram porque o Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas no Estado de São Paulo (SindJori) quer iniciar apenas em 15 de junho, apesar de ter recebido a pauta de reivindicações da categoria no dia 27 de março, com antecedência maior que nos anos anteriores.
A data-base da categoria é 1º de junho e precisa ser respeitada. Temos vários pontos a serem negociados, como estes, entre as cláusulas econômicas:
- reposição da inflação registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período de 1º/06/2025 a 31/05/2026;
- reposição de 5,53%, relativo ao período entre 1º/06/2021 e 31/05/2024 , de forma retroativa;
- 4% de aumento real.
Nas cláusulas sociais, foram incorporadas demandas das e dos jornalistas ao longo dos anos, como: adicionais de republicação, acúmulo de função e de quinquênio; igualdade salarial entre homens e mulheres; extensão da licença maternidade; normas de combate ao assédio moral e sexual e de teletrabalho.
Dieese atesta defasagem
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realizou levantamento sobre as defasagens econômicas da categoria que trabalha em jornais e revistas do interior.
O estudo aponta que a inflação acumulada no período entre 1º/06/2021 e 31/05/2024 foi de 19,96%. Desses, 5,53% não foram repostos nos salários.
É elemento essencial na campanha a justa recomposição dos salários, uma vez que são impactados por um período em que a categoria ficou sem Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), devido à intransigência dos patrões, que se recusavam a negociar.
Ao entregar a pauta da categoria, em 27 de março, o Sindicato dos Jornalistas já se colocou à disposição para iniciar imediatamente as negociações. A data-base é instrumento das relações sindicais e deve ser obedecida.
NEGOCIAÇÕES JÁ!!


