Uma criança palestina morreu em decorrência dos ferimentos sofridos após ser baleada por forças israelenses em Al-Mawasi, Rafah, na segunda-feira, 21 de setembro, enquanto um homem foi atingido na cabeça por um drone israelense no norte da Faixa de Gaza e morreu, informou a WAFA. Disparos israelenses mataram uma mulher e feriram uma menina perto de tendas entre os campos de refugiados de Bureij e Maghazi.
No domingo, 20, forças israelenses atiraram e feriram uma mulher em Jabalia. Uma menina foi baleada na coxa em um incidente separado a oeste do campo de Halawa. No campo de refugiados de Bureij, um drone israelense atirou e feriu uma criança a leste do campo. Um ataque israelense matou três palestinos no bairro de Sheikh Radwan, na Cidade de Gaza, no sábado, 19.
As forças israelenses também alvejaram e mataram Basir Al-Boursh, filho de Muneer Al-Boursh, diretor-geral do Ministério da Saúde de Gaza, em um ataque a Jabalia. O doutor Al-Boursh disse a Drop Site, com a voz embargada: “A ocupação o alvejou em sua tenda. Ele estava a poucos metros de mim. Mataram meu filho diante dos meus olhos. Essa ocupação opressora o despedaçou com mísseis modernos. Essa é a ocupação”. (Veja aqui a reportagem completa de Mohamed Ahmed, de Drop Site.)
O Hospital de Campanha Especializado Kuwait em Khan Younis, na Faixa de Gaza, suspendeu quase todos os serviços médicos após a Organização Mundial da Saúde informar ao hospital que o fornecimento de combustível seria interrompido, informou o Palestine Online.
Com a rede elétrica de Gaza inoperante desde o início do genocídio perpetrado por Israel, o hospital depende inteiramente de geradores. A escassez de combustível paralisou cirurgias, cesarianas, atendimentos ambulatoriais, exames, análises laboratoriais, ambulâncias e outros serviços essenciais.
Segundo a publicação, o hospital atende mais de 3 mil pacientes por dia e presta serviços a cerca de 700 mil palestinos deslocados. Ele precisa de pelo menos mil litros de combustível por dia. O diretor médico, Jamal Al-Hams, classificou a privação de cuidados médicos essenciais como “assassinato deliberado” e pediu pressão internacional sobre Israel para que abra as passagens de fronteira.
Na tarde de domingo, Israel fechou passagens de fronteira por 24 horas em observância ao feriado judaico de Yom Kippur, incluindo a passagem de Karm Abu Salem (Kerem Shalom), por onde entram os carregamentos de ajuda humanitária em Gaza, a passagem de fronteira de Rafah com o Egito para evacuações médicas de palestinos e a passagem de Allenby entre a Jordânia e a Cisjordânia.
Exército de Israel mata palestino em Jenin e faz prisões em massa
O Exército de Israel matou um palestino, realizou prisões em massa e impôs bloqueios generalizados em toda a Cisjordânia ocupada no domingo e na segunda-feira, 20 e 21 de setembro. Mais de 100 palestinos foram submetidos a interrogatórios de campo nos últimos dois dias, informou a Sociedade de Prisioneiros Palestinos.
As forças israelenses mataram a tiros um palestino de 32 anos e feriram outro após abrirem fogo contra um veículo perto da vila de Haddad, a leste de Jenin, no domingo, relatou a WAFA. O Exército reteve o corpo do homem morto e impediu que equipes do Crescente Vermelho Palestino chegassem ao local. A mídia israelense alegou posteriormente que o veículo tentou um ataque de aríete, mas não apresentou nenhuma prova para sustentar a alegação.
As forças israelenses também invadiram vilarejos a oeste de Jenin, fecharam estradas e entradas, obrigaram estabelecimentos comerciais a fechar e detiveram moradores. No domingo, impediram que 104 professores chegassem às suas escolas ao fecharem os postos de controle de Tayasir e Ein Shibli, em Tubas, interrompendo o funcionamento de escolas que atendem cerca de 1.100 alunos.
De acordo com fontes locais, as forças israelenses detiveram pelo menos 35 palestinos durante uma operação em andamento em Al-Mughayyir, na região de Ramallah, fecharam a única entrada da vila, revistaram casas e apreenderam dinheiro e ouro.
As forças israelenses continuaram uma operação em larga escala em Biddu, Jerusalém Oriental, invadindo casas e detendo dezenas de palestinos para interrogatório em uma casa transformada em centro de detenção. Em Sur Baher, várias lojas pegaram fogo durante confrontos nos quais as forças israelenses dispararam granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo.
Colono israelense morto a tiros perto de assentamento ilegal
Um colono israelense foi morto e outros ficaram feridos em um tiroteio perto do assentamento ilegal de Halamish, a noroeste de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, no domingo. Segundo relatos, o atirador disparou contra colonos em uma nascente perto da vila de Deir Nidham, antes de fugir. As forças israelenses mobilizaram drones e um helicóptero, cercaram comunidades palestinas próximas e estabeleceram postos de controle militar durante a busca pelo homem.
Horas depois, soldados israelenses invadiram o Hospital H-Clinic em Ramallah e prenderam Qadri Samara, de 37 anos, de seu leito de tratamento enquanto ele estava ferido e recebendo oxigênio, informou o The New Arab. Israel alega que Samara, um ex-prisioneiro palestino de Biddu, foi quem realizou o ataque. Os soldados agrediram profissionais de saúde durante a invasão.
Detenta palestina denuncia agressões e falta de assistência médica
Uma prisioneira palestina detida na prisão israelense de Damon afirmou que as condições estão piorando, com os presos enfrentando superlotação, alimentação inadequada e privação de direitos básicos, de acordo com a Comissão Palestina para Assuntos de Detentos e Ex-Detentos.
Detida desde 9 de fevereiro, ela desenvolveu sarna e infecção urinária, mas disse que não recebeu tratamento. Ela também relatou ter sido revistada e brutalmente espancada após sua prisão, incluindo golpes na cabeça e no rosto. Em Damon, ela disse que várias detentas dormem no chão e o tempo fora das celas é severamente restrito.
*Resumo de matéria publicada na edição de 21 de setembro (acesse aqui a publicação original em inglês).


