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Mesa Redonda marca início de diálogo entre SJSP e Cereja Comunicação

Mesa Redonda marca início de diálogo entre SJSP e Cereja Comunicação


 

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A direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) se reuniu com representantes da Cereja Comunicação Digital em mesa redonda realizada na última quinta-feira (31). O objetivo do encontro foi pressionar os representantes da empresa a dialogar com os dirigentes do Sindicato, que há semanas dificultaram o contato. O SJSP está acompanhando de perto a transição de administração que acontece nos jornais Diário de S. Paulo e Bom Dia, antes pertencentes ao grupo Traffic e vendidos recentemente para a Cereja Comunicação Digital.

 

 

Todos os jornalistas da Rede Bom Dia foram demitidos, já cumpriram aviso prévio e agora estão trabalhando sem nenhum contrato ou vínculo empregatício, num clima de total incerteza e de que transgressão às leis trabalhistas.

Até o momento, a Cereja não apresentou uma proposta formal de recontratação dos jornalistas. Por isso, o SJSP insistiu na abertura de um diálogo e usará todos os meios necessários para que as contratações sejam realizadas dentro da lei. Na mesa redonda, os participantes marcaram nova reunião para o próximo dia 6, na sede do Sindicato, onde estas questões serão debatidas, a começar pela legalização das contratações, além do fim da pressão e do assédio moral.

Para Fabiana Caramez, secretária adjunta do Interior e Litoral, a situação em que vivem os jornalistas é lastimável. “Se reduziu a equipe, a jornada, a estrutura, o salário, mas a cobrança do produto continua a mesma”, afirmou o dirigente. José Augusto Camargo (Guto), que também esteve na mesa redonda, acrescenta: “A Cereja deixou os jornalistas do Bom Dia num verdadeiro vácuo jurídico. Eles não têm contrato de trabalho, mas estão trabalhando. Isso é um absurdo que tem que ser imediatamente resolvido”.

O Sindicato está em contato permanente com os trabalhadores e está tomando as medidas cabíveis para preservar os empregos e os direitos dos jornalistas. “Nós exigimos que todos sejam recontratados dentro da lei trabalhista e não como PJ, com carga horária, salário e condições de trabalho adequados. Utilizaremos todos os recursos necessários para garantir o cumprimento da lei”, diz o secretário de Interior e Litoral do SJSP, Edvaldo Almeida (Ed).

Além dos dirigentes Guto,  Fabiana e Ed, também participou do encontro o advogado e coordenador do Departamento Jurídico da entidade, Raphael Maia.

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