Os jornalistas da IstoÉ Publicações, reunidos em assembleia ontem (28), decidiram manter a greve por tempo indeterminado em virtude da falta de pagamento de salários e benefícios. A paralisação já dura 17 dias. Desde o colapso da editora, nenhum comunicado oficial foi emitido, o que criou um ambiente de insegurança entre os empregados.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) entrou em contato com os procuradores da empresa buscando informações sobre o desbloqueio das contas do Grupo Entre e de seus administradores. Contudo, os advogados comunicaram que não houve progresso, e que realizariam esta semana uma reunião para avaliar eventual rescisão de contrato de seus empregados.
Na quinta-feira da semana passada (21) os jornalistas foram comunicados da necessidade de retirar seus pertences da redação. A informação era de que o andar da IstoÉ seria entregue e que todos os móveis e equipamentos seriam levados para um depósito. No entanto, o acesso dos trabalhadores à redação, que era feito usando biometria, estava bloqueado.
Outra preocupação dos jornalistas é a manutenção do plano de saúde, uma vez que alguns empregados estão realizando tratamentos. Até o presente momento não houve corte do benefício.
O SJSP enviou novamente hoje (29) mensagem aos procuradores sobre a situação dos empregados, e até o fechamento desta matéria não obteve resposta.
Uma nova assembleia está marcada para quarta-feira (3) para nova avaliação da situação e estudar os próximos passos da mobilização.


