Em grande assembleia realizada na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), em 1º de outubro, profissionais que trabalham nas empresas de jornais e revistas da capital debateram os rumos da campanha salarial do segmento, demonstrando sua absoluta indignação diante da postura das empresas.
Essa foi a maior assembleia de paralisação em campanha salarial desde 1979, quando ocorreu greve unificada da categoria.
Grupos chegaram ao sindicato de metrô, vindos de redações mais distantes da região central. Um ônibus foi organizado para mobilizar jornalistas do Estadão, e uma marcha trouxe colegas das redações da região central até o auditório Vladimir Herzog, no Sindicato dos Jornalistas.
Em uma atividade híbrida, a categoria debateu a situação e aprovou, por ampla maioria, uma contraproposta à entidade patronal:
- Vale-refeição de R$ 30 em outubro, com desconto máximo de 20%;
- Reajuste de 5,9% no piso;
- Reajuste de 5,2% para todos os salários até R$ 15 mil;
- Nos salários acima de R$ 15 mil, reajuste de 4,7% sobre a parcela excedente;
- Abono referente a junho, julho, agosto e setembro, descontando os valores já antecipados;
- Manutenção de todas as demais cláusulas da CCT.
Os patrões pediram tempo para analisar a proposta.
De forma unânime, a categoria presente no sindicato e no auditório virtural decidiu convocar uma NOVA ASSEMBLEIA na próxima sexta-feira, 3 de outubro de 2025, às 10h30 (online).
Também foi aprovado o envio aos patrões de um indicativo de GREVE DOS JORNALISTAS, caso as negociações não avancem.
Chamamos cada jornalista a conversar com os colegas de suas redações e de outras redações de jornais e revistas para ajudar a mobilizar para essa assembleia.
É necessário conversar com todas(os) para fortalecer a mobilização. Neste momento, também precisamos enfrentar a intransigência patronal com disposição de diálogo e manutenção da luta.
Nosso movimento é pela valorização dos profissionais do jornalismo. Ajude a mobilizar e participe!


