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Campanha Salarial Rádio e TV: jornalistas rejeitam proposta patronal e aprovam contraproposta em assembleia

Até o momento, empresas não responderam à contraproposta e ainda não sinalizaram com nova mesa de negociação
Redação - SJSP

Em assembleia realizada na última terça-feira, 13 de janeiro, jornalistas que trabalham nas emissoras de rádio e televisão rejeitaram, por unanimidade, a proposta patronal apresentada pelos patrões no fim de 2025.

Para dar prosseguimento à negociação para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho, foi aprovada uma contraproposta que tem como reivindicações centrais a valorização dos profissionais e a discussão sobre a dignidade nas relações de trabalho.

No eixo econômico, os jornalistas reivindicam:

  • Reajuste do piso da capital: inflação + 2,5%
  • Reajuste do piso das demais cidades do estado de São Paulo: inflação + 5%
  • Reajuste dos demais salários: inflação + 1,5%

A assembleia também aprovou uma proposta detalhada para a cláusula de controle de jornada, com regras claras para o trabalho aos fins de semana e feriados. Pelo texto aprovado, a cada fim de semana completo trabalhado, o jornalista deverá folgar dois fins de semana completos subsequentes, sem que os sábados de folga sejam contabilizados como horas negativas no banco de horas. Caso não seja possível conceder as folgas previstas, o trabalho deverá ser pago com adicional de 150%.

Em relação aos feriados, quando não houver compensação, o pagamento deverá ocorrer com adicional de 100%. Outro ponto aprovado pela categoria é que a adoção de banco de horas só poderá ocorrer por meio de Acordo Coletivo de Trabalho, impedindo a imposição unilateral desse sistema pelas empresas.

Na cláusula de vale-refeição, os jornalistas reivindicam a manutenção do benefício durante férias e afastamentos por licença médica. Além disso, defendem que trabalhadores que optarem por não utilizar a refeição fornecida no local de trabalho possam receber vale-refeição ou vale-alimentação.

A assembleia também aprovou proposta de adicional por acúmulo de função, garantindo 20% de adicional por cada função acumulada, quando o jornalista desempenhar atividades diferentes daquelas registradas em carteira, conforme previsto na regulamentação da profissão.

Com a aprovação da contraproposta, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) solicitou a retomada das negociações e defendeu a realização de uma reunião presencial nos próximos dias. Até o momento, as empresas não deram resposta.

Diante desse impasse, o Sindicato reforça para toda a categoria que a mobilização segue fundamental para fortalecer a negociação e garantir avanços reais nas condições de trabalho e remuneração dos jornalistas. A luta por plantões justos e pelo direito ao descanso é fundamental. Há vida para além do trabalho!

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