Na última segunda-feira, 5 de janeiro, dirigentes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) participaram de ato público realizado diante do Consulado dos EUA em São Paulo, zona sul, para protestar contra o bombardeio e invasão da Venezuela por tropas norte-americanas e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
A manifestação, que reuniu várias organizações sociais, sindicais e partidos do campo progressista, também reforçou a defesa da soberania e da autodeterminação dos povos latino-americanos. Com faixas, cartazes e uma bateria, os ativistas exigiram “Fora Trump da Venezuela e da América Latina!”. Apesar do caráter pacífico do protesto, a Polícia Militar revistou manifestantes e até jornalistas.
Os bombardeios realizados pelos EUA na madrugada de 3 de janeiro, em Caracas e outras cidades venezuelanas, e a operação de sequestro de Maduro e de sua esposa, mataram cerca de 100 pessoas, inclusive 32 militares cubanos que faziam a segurança pessoal do presidente venezuelano.
A ação imperialista do governo Trump contra a Venezuela foi amplamente condenada por grande número de países e instituições, a começar pelo Conselho de Segurança da ONU. Brasil, México, Colômbia, Chile e Cuba emitiram fortes declarações de repúdio ao ataque norte-americano. Até países como a Espanha, críticos ao governo venezuelano, se pronunciaram contra a agressão norte-americana à Venezuela.
Em novembro último, o SJSP havia realizado um ato-debate para refletir sobre a expansão da presença militar estadunidense no Caribe e no Pacífico e a realização de uma série de ataques a pequenas embarcações nas costas da Venezuela e da Colômbia, a pretexto de “combate ao narcoterrorismo”. Atualmente, o número de pessoas assassinadas pelos EUA nesses ataques já chega a 115.
A entidade irá promover em 2026 outros momentos de debate e reflexão sobre a escalada de ataques e ameaças estadunidenses à América Latina, além de participar de atos em defesa da soberania de todos os países da América Latina e Caribe, que os EUA consideram ser seu “quintal”. Neste momento o governo Trump mantém o cerco naval à Venezuela e faz novas ameaças à presidenta interina Delcy Rodriguez e ao ministro Diosdado Cabello.


