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Israel acusa falsamente “Global Sumud” de ser “organizada pelo Hamas”; enviado de Trump admite que israelenses atacaram barcos da Flotilha na Tunísia; França e Reino Unido reconhecem estado palestino

Redação - SJSP

Nesta segunda-feira, 22, o Ministério das Relações Exteriores de Israel postou no X (ex-Twitter) mensagem ameaçadora contra a “Global Sumud Flotilha”, na qual alega falsamente que ela é “organizada pelo Hamas” e “destinada a servir ao Hamas”, e promete impedi-la de chegar a Gaza, definida como “zona de combate ativa” e objeto de um “bloqueio naval legal” (outra alegação mentirosa, uma vez que o bloqueio é ilegal). “Flotilhas anteriores, incluindo a missão Mavi Marmara de 2010, foram interceptadas à força, resultando em dez mortes”, lembra o Drop Site News.

No entanto, em tom menos belicoso, esse mesmo post do Ministério das Relações Exteriores de Israel propõe um desfecho alternativo supostamente “pacífico” e civilizado para essa iniciativa: “Se o desejo genuíno dos participantes da flotilha for entregar ajuda humanitária em vez de servir ao Hamas [sic], Israel pede que os navios atraquem na Marina de Ashkelon e descarreguem a ajuda lá, de onde ela será transferida prontamente e de forma coordenada para a Faixa de Gaza. Israel pede aos participantes que não infrinjam a lei e aceitem a proposta de Israel para uma transferência pacífica de qualquer ajuda que possam ter”.

Apesar do tom ambíguo, a mensagem de Israel no X revela o incômodo do regime colonial sionista frente à Flotilha, uma vez que não será fácil capturar e sequestrar as tripulações de dezenas de embarcações quase ao mesmo tempo, quando estiverem mais próximas das águas de Gaza, e depois mantê-las presas em território israelense. Parlamentares de diversos países, jornalistas, atores e ativistas compõem as tripulações.

Na mesma data, Tom Barrack, enviado especial de Trump, admitiu em uma entrevista ao Hadley Gamble, do The National News, que Israel bombardeou navios da “Global Sumud” na Tunísia no início deste mês, citando os ataques como parte de um conjunto de investidas militares israelenses na região.

Numa derrota diplomática para Israel, França, Bélgica, Mônaco, Luxemburgo, Malta e Andorra acabam de reconhecer a Palestina como estado independente, “elevando o número total de Estados-membros da ONU que reconhecem a Palestina para 156 de 193, ou mais de 81%”, segundo o Drop Site News. Antes, também o fizeram o Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal.

Também nesta segunda, 22, uma impressionante greve geral parou a Itália em protesto contra a decisão do governo italiano de não reconhecer a Palestina. A greve geral parou ao menos 75 cidades, com manifestantes fechando portos, estradas e estações de trem. Além disso, sindicatos de estivadores italianos já haviam ameaçado revidar a qualquer ataque de Israel à “Global Sumud Flotilha”.

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