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Global Sumud Flotilha apresenta ao Tribunal Penal Internacional relatos de tortura, violência sexual e sequestro cometidos por Israel contra ativistas, e pede que autoridades israelenses sejam punidas

Redação SJSP

Uma delegação de representantes legais, vítimas e pessoal médico da Global Sumud Flotilha (GSF) apresentou ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia (Holanda), nesta sexta-feira, 29 de maio, uma comunicação oficial que acusa comandantes militares israelenses e altos líderes políticos de Israel de haverem cometido crimes de guerra, crimes contra a humanidade, tortura e conduta relevante para a execução do crime de genocídio.
 
Os crimes detalhados na comunicação decorreram da interceptação ilegal e violenta das embarcações da GSF nos dias 29 e 30 de abril de 2026 e 18 e 19 de maio de 2026, interceptação essa que envolveu graves violações dos direitos humanos e do direito humanitário, praticadas pelas Forças de Ocupação israelenses (iOF) contra voluntários civis desarmados.

A comunicação apresentada ao TPI concentra-se principalmente nos graves e generalizados abusos contra civis, incluindo jornalistas, médicos e defensores dos direitos humanos, como parte de uma campanha coordenada de violência, documentada ao longo das missões da primavera de 2026. Ao encaminhar ao TPI relatos documentados de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, a GSF visa desafiar a impunidade sistêmica do regime israelense.

A GSF continua a exigir investigações internacionais independentes, embargos de armas abrangentes, reparações para as vítimas e responsabilização imediata dos indivíduos que ordenaram, realizaram e facilitaram esses ataques. A GSF apela a todos os Estados Partes do Estatuto de Roma para que encaminhem a situação ao Tribunal imediatamente, e insta a comunidade jurídica internacional a prosseguir com ações legais contra esse regime genocida.

ONU detalha crimes cometidos por Israel em Gaza e Cisjordânia

As denúncias da GSF de tortura e violência sexual vão se juntar a várias outras existentes contra o Exército de Israel e o sistema prisional israelense, entre as quais as que constam de recente relatório da ONU que cita diversos casos de estupro e outras formas de violência sexual cometidas contra detentos palestinos sob custódia e durante interrogatórios.

O relatório da ONU identifica 31 vítimas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia: 14 homens, sete mulheres, nove crianças e uma menina. Treze dos casos ocorreram em 2025, enquanto 18 ocorreram em 2023 e 2024.

“As violações consistiram em estupro, inclusive com objetos, estupro coletivo, tentativa de estupro, violência física contra os genitais, casos de disparos direcionados aos genitais, toque nos seios e genitais, revistas íntimas e buscas em cavidades corporais realizadas sem justificativa aparente de segurança, nudez forçada e ameaças de estupro”, diz o relatório.

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