Nas últimas semanas, jornalistas foram demitidos(as) pelo jornal O Estado de S. Paulo. Algumas das pessoas cortadas trabalhavam na empresa havia décadas. Uma delas tem um quadro de saúde delicado.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) condenam os quase dez cortes, realizados pelo Estadão à moda de “conta-gotas”, para descaracterizar que se trata de uma demissão em massa. A nosso ver, entretanto, ocorreu desligamento coletivo, e portanto foi desrespeitado o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que exige prévia negociação entre empresa e sindicato.
Diante disso, o SJSP oficiou a direção do jornal solicitando reunião em caráter de urgência, com a finalidade de propor a revogação das demissões, bem como a abertura de negociações para garantir os empregos e barrar futuras demissões.
As demissões foram iniciadas no período imediatamente anterior ao segundo turno da eleição presidencial, quando profissionais estavam ainda mais sobrecarregados(as) e as atenções da sociedade estavam voltadas para o pleito. Como resultado, vive-se um clima de grande apreensão na redação do Estadão.
O SJSP tem entrado em contato com as e os demitidos(as), prestando solidariedade e oferendo apoio jurídico. Todos(as) relatam surpresa ao receberem a péssima notícia. A alegação que ouviram de representantes da empresa foi de momento financeiro adverso, necessidade de diminuir o tamanho da empresa e de restruturação interna.
O SJSP solicita às e aos colegas do Estadão que nos comuniquem se novas demissões vierem a ocorrer e que denunciem toda e qualquer situação de assédio no ambiente de trabalho no Canal de Denúncias do SJSP.
São Paulo, 28 de outubro de 2026
SJSP
Fenaj


