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Campanha Salarial Jornais e Revistas: data-base para a negociação é nesta segunda-feira, 1º de junho

Jornalistas que trabalham em empresas de jornais e revistas, tanto na capital quanto no interior, litoral e Grande São Paulo, devem estar atentos ao início das negociações para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de ambos os segmentos. A data de 1º de junho é a nossa referência para a assinatura do documento, além de balizar o índice econômico de reposição da inflação do período.

As empresas tiveram tempo suficiente para conhecer nossas propostas e iniciar a negociação. Em assembleias realizadas no final de março, aprovamos as pautas de reivindicação, que foram apresentadas aos patrões ainda naquele mês, já com pedido de abertura de conversações.

Para a CCT de Jornais e Revistas do Interior, Litoral e Grande São Paulo, a reivindicação é de reposição da inflação, mais a reposição retroativa de perdas que não foram recompostas anteriormente no período entre 2021 e 2024, além de 4% de ganho real. Nas cláusulas sociais, a luta é pela inclusão de cláusulas que tratem de adicionais de republicação, acúmulo de função, quinquênio, normas de combate ao assédio moral e sexual e regulamentação do teletrabalho.

Na Convenção Coletiva de Jornais e Revistas da Capital, a categoria aprovou uma pauta para a conquista de ganho real nos salários, com reajustes sem faixas, além do fim do “pisinho”, com a consolidação do piso salarial correspondente à jornada de 7 horas na Convenção Coletiva. Também reivindicamos a extensão do auxílio-creche para todas e todos os jornalistas e a valorização do valor diário do Vale-Refeição.

Além dessas reivindicações, uma luta central em ambas as Campanhas Salariais será a questão da jornada de trabalho. Com a possível aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que extingue a jornada 6×1 e garante a redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, temos condições concretas de negociar com os patrões uma efetiva redução da jornada de trabalho, especialmente para quem hoje trabalha 42 horas semanais, além da garantia de duas folgas por semana.

Outra questão importante a ser discutida com toda a categoria é o uso da chamada Inteligência Artificial nas empresas de comunicação, para que haja uma efetiva política de garantia de direitos e preservação da qualidade da informação jornalística.

Até o momento, o índice de inflação do período ainda não foi oficialmente divulgado pelo IBGE, o que deverá ocorrer até o início da próxima semana. Mas como em todas as categorias, a data-base está fixada para antes da divulgação do índice, até porque as discussões não se limitam às cláusulas econômicas.

Nossa data-base precisa ser respeitada! Sendo este ano de Copa do Mundo e eleições, isso ainda é mais importante.

Apesar de as negociações acontecerem com sindicatos patronais diferentes, a luta deve ser uma só: apenas com a mobilização em todo o estado conquistaremos avanços efetivos para a nossa categoria!

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