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Ato no dia 29 de março em São Paulo retomará mobilização pró Palestina, em repúdio ao genocídio em Gaza e à “limpeza étnica” na Cisjordânia

Pedro Pomar

Desde que entrou em vigor o suposto “cessar-fogo” patrocinado por Donald Trump, em 11 de outubro de 2025 (“cessar-fogo” esse que Israel violou milhares de vezes), a gravíssima situação de Gaza perdeu espaço no noticiário internacional. Israel continua a bombardear diariamente o território, sempre alegando responder a ataques do Hamas.

Cerca de 2 milhões de palestinos(os) continuam confinados, sofrendo fome, tentando sobreviver não apenas aos mísseis e tiros disparados por Israel, mas também a enchentes, ao frio e a doenças relacionadas às péssimas condições sanitárias e à desnutrição. Dezenas de milhares de pessoas feridas, inclusive muitas crianças, aguardam permissão para tratamento no exterior.

Em janeiro, as atenções da mídia concentraram-se nos ataques imperialistas contra a Venezuela e, dentro dos próprios EUA, na alucinada repressão do governo Trump aos migrantes. Nas últimas três semanas, as manchetes foram tomadas pela brutal investida conjunta de EUA e Israel contra o Irã, que incluiu o assassinato das principais lideranças daquela república islâmica, entre as quais o aiatolá Ali Khamenei e o ministro Ali Larijani.

Os movimentos sociais e coletivos paulistas solidários à resistência palestina decidiram retomar as manifestações públicas contra o genocídio em Gaza e contra a terrível “limpeza étnica” em curso na Cisjordânia e em Jerusalém. Assim, no dia 29 de março, um domingo, a partir das 11 horas, haverá ato público na capital, na Praça Oswaldo Cruz (Paraíso), seguido de marcha pela Avenida Paulista.

Será a primeira mobilização de 2026 em apoio ao povo palestino e contará com a participação de entidades sindicais, grupos da sociedade civil (Frente Palestina, BDS, Vozes Judaicas pela Libertação, Coletivo de Jornalistas Shireen Abu Akleh etc.) e partidos políticos de esquerda.

Na manhã do último dia 15, na Avenida Paulista, diante da emissora CNN, foi realizada manifestação de solidariedade ao Irã, ao Líbano e a outros países que vem sofrendo ataques dos EUA e de Israel. A atividade expressou repúdio, ainda, à cobertura jornalística enviesada (islamofóbica, pró-sionista) das guerras no Oriente Médio que é praticada pelas mídias brasileira e ocidental. O SJSP compareceu e participará também do ato público do dia 29, por meio do GT Palestina.

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