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Após Israel assassinar família brasileira no Líbano, o Brasil precisa romper relações com estado sionista; SJSP e Fenaj lamentam profundamente mortes de Manal Jaafar, Ali Ghassan e Ghassan Nader

Profundamente consternados com o assassinato, decorrente de mais um bombardeio aéreo de Israel contra a população civil do Líbano, de três integrantes de uma família brasileira-libanesa, ocorrido no dia 26 de abril, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) exortam mais uma vez o governo brasileiro a romper relações diplomáticas e comerciais com o estado de Israel, além de tomar outras medidas cabíveis nos foros internacionais.

Em novo crime de guerra, o Exército de Israel ignorou o cessar-fogo em vigor e atacou residências na cidade de Bint Jbeil, no sul do Líbano, provocando a morte da brasileira Manal Jaafar, de seu marido Ghassan Nader, libanês, e de seu filho brasileiro de 11 anos, Ali Ghassan. O único sobrevivente da família foi o filho mais velho. Eles se encontravam na casa em que moravam antes de se deslocarem para Beirute. Haviam retornado a Bint Jbeil apenas para buscar alguns pertences, acreditando na trégua anunciada.

“Israel está bombardeando a geografia do Líbano, a memória do Líbano, mesquitas, cemitérios, casas civis. Não tem nenhum ponto protegido no sul do Líbano, tampouco na capital Beirute. Israel está tentando praticar um genocídio parecido com o que praticou na Faixa de Gaza”, declarou à Agência Brasil o jornalista libanês Ali Farhat, morador de Foz do Iguaçu (PR) e amigo de Ghassan.

Manal, que tinha 47 anos, e Ghassan, de 57, residiram em Foz do Iguaçu por doze anos (de 1998 a 2010). Depois, decidiram migrar para o Líbano.

SJSP e Fenaj repudiam, igualmente, as insidiosas declarações do major Rafael Rozenszajn, porta-voz em português do Exército de Israel, segundo as quais os ataques que resultaram no assassinato da família brasileira “visavam apenas alvos militares”, e “em cenários de conflito armado, a ocorrência de vítimas civis, ainda que trágica, não pode ser equiparada à intencionalidade deliberada”. Esse militar está profundamente envolvido com a defesa do genocídio perpetrado por Israel em Gaza. Suas considerações são inidôneas e não merecem crédito.

O Itamaraty emitiu nota de pesar e condenou os ataques de Israel. Embora indispensável, essa manifestação oficial do governo brasileiro é insuficiente. É preciso adotar sanções efetivas e rigorosas contra Israel, um estado colonial, terrorista e genocida, que vem utilizando no Líbano táticas militares de “terra arrasada” e de aniquilação semelhantes às que vem empregando em Gaza e na Cisjordânia.

São Paulo, 29 de abril de 2026

SJSP
Fenaj

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