Em apenas três dias, Exército de Israel assassina 15 palestinos em Gaza — inclusive 4 mulheres e uma criança — e um morador de Hebron (Cisjordânia)

Drop Site News*

Um palestino foi morto e mais de cinco ficaram feridos, incluindo duas crianças, nesta segunda-feira, 5 de outubro, em um ataque de drone israelense na área de Al-Mawasi, ao sul de Khan Younis, segundo a WAFA. Vários palestinos ficaram feridos, incluindo um em estado grave, quando um drone israelense atingiu uma área próxima às Torres Taiba, a oeste de Khan Younis.

No norte da Faixa de Gaza, uma mulher foi atingida na cabeça por um tiro disparado por forças navais de Israel na área de Al-Sudaniya, a noroeste da Cidade de Gaza. Outra mulher ficou ferida por disparos de um drone israelense no bairro de Zeitoun, a sudeste da Cidade de Gaza.

No sábado, ataques israelenses mataram nove palestinos, incluindo quatro mulheres e uma criança. Um ataque aéreo de Israel ao edifício Al-Asala, na zona oeste da Cidade de Gaza, matou cinco pessoas: duas mulheres cristãs palestinas, uma idosa e sua filha, e um homem. No domingo, cinco palestinos foram mortos em ataques israelenses à Faixa de Gaza.

Cerca de 201 mil edifícios em Gaza, ou aproximadamente 82% de todos os edifícios na Faixa, foram danificados por ataques israelenses entre 7 de outubro de 2023 e 16 de junho de 2026, de acordo com o Escritório Central de Estatísticas da Palestina. Desses, 134.422 edifícios foram completamente destruídos e outros 13.848 sofreram danos graves. A maioria dos cerca de 2,1 milhões de habitantes de Gaza permanece deslocada e confinada a menos de 40% da Faixa devido às restrições de acesso impostas por Israel.

Forças israelenses matam trabalhador em Hebron

Soldados israelenses mataram a tiros o trabalhador palestino Hossam Alaa Al-Din Abdul Jabbar Walid Ali, de 38 anos, e feriram outros dois, um deles em estado grave, perto da entrada de Bani Naim, a sudeste de Hebron, nesta segunda-feira, 5. Um veículo militar de Israel abriu fogo contra o carro ocupado pelos três jovens, alegando que o carro alvejado “acelerou” em sua direção e que era ocupado por “suspeitos”.

Colonos israelenses perseguiram dez trabalhadores perto de Khirbet Huwara, a leste de Yatta, disparando tiros para o ar e espancando gravemente vários deles. Militares israelenses também demoliram uma casa de 140 metros quadrados que abrigava duas famílias em Al-Deirat, a leste de Yatta, juntamente com um poço de água, uma tenda e currais de ovelhas.

Três palestinos ficaram feridos quando colonos atacaram trabalhadores da colheita de azeitonas nas áreas de Khirbet Amriha e Al-Makhal, a sudoeste de Jenin. Um homem de 42 anos sofreu uma fratura na perna, outro homem ficou ferido na mão esquerda e um idoso foi espancado e atingido por spray de pimenta, informou o Crescente Vermelho Palestino.

Em Ramallah, colonos roubaram azeitonas colhidas e danificaram oliveiras em Umm Safa e Al-Mazra’a Al-Gharbiya, sendo que o último ataque ocorreu sob proteção do Exército de Israel. Colonos também atacaram trabalhadores da colheita de azeitonas em Al-Taybeh, a leste de Ramallah.

As forças israelenses invadiram separadamente a Universidade de Birzeit com um trator militar, demoliram e confiscaram um memorial com os nomes dos estudantes mortos pelas forças israelenses e detiveram um segurança da universidade.

Colonos continuaram roubando azeitonas de terras agrícolas palestinas em Beita, ao sul de Nablus. Em Burqa, a noroeste de Nablus, colonos atacaram agricultores que colhiam azeitonas na região de Bab Al-Jamea, impedindo-os de continuar o trabalho e roubando um trator. Seis famílias palestinas retornaram às suas casas em Tal, sudoeste de Nablus, depois de terem sido forçadas pelas forças israelenses a deixar suas residências por mais de dois meses.

Agricultores palestinos perderam mais de US$ 157 milhões em safras de azeitonas desde 2023, enquanto cerca de 286 mil oliveiras na Cisjordânia ocupada foram danificadas entre 2023 e setembro de 2026 devido a ações israelenses e ataques de colonos, segundo o Ministério da Agricultura palestino.

O ministério informou que cerca de 100 mil oliveiras foram danificadas na Cisjordânia apenas nos primeiros nove meses de 2026, com perdas na produção superiores a US$ 67 milhões. Atualmente, os agricultores não têm acesso a aproximadamente 30% das terras de cultivo de oliveiras na Cisjordânia, devido a restrições israelenses, ataques de colonos, confisco de terras e roubo de azeitonas.

Em Gaza, estima-se que mais de 90% de 2 milhões de oliveiras tenham sido perdidas desde o início da guerra em 2023, além da destruição generalizada da infraestrutura que sustenta o setor olivícola.

Somália não aceitará base naval de Israel, diz presidente

O presidente somali, Hassan Sheikh Mohamud, declarou à Al Jazeera no domingo que a Somália não aceitará a presença de Israel no país “sob nenhuma circunstância”. Ele afirma que Israel pretende estabelecer uma base naval na cidade portuária de Berbera e utilizar o aeroporto da cidade.

Ele classificou esses planos como parte de um projeto de “Grande Israel” e descreveu Israel como uma “força desestabilizadora” que viola regularmente o direito internacional.

Berbera está localizada no território reivindicado pela autoproclamada República da Somalilândia, cujo status de Estado foi reconhecido por Israel em dezembro de 2025. Mogadíscio insiste que Berbera permanece parte da República da Somália. Ele também afirmou à Al Jazeera que os EUA continuam sendo o parceiro mais forte da Somália na luta contra o terrorismo.

*Resumo da edição de 5 de outubro de Drop Site News (confira aqui a publicação original em inglês).

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