No sábado, as forças israelenses mataram nove palestinos e feriram pelo menos 18 em Gaza. Um drone israelense atingiu um entregador palestino e sua bicicleta elétrica no sudoeste da Cidade de Gaza, matando o motorista e ferindo outras três pessoas. Em outro incidente no sábado, as forças israelenses atacaram a vila de Al-Masdar, matando um palestino, e disparos de tanques e artilharia israelenses atingiram áreas orientais de Khan Younis, ferindo duas pessoas em Al-Mawasi. Um quadricóptero israelense também lançou bombas perto do Hospital Kamal Adwan, em Beit Lahia. No domingo, um ataque israelense perto de uma padaria em Deir al-Balah, no oeste do país, matou Taim, um menino palestino de três anos. Mohamed Ahmed, colaborador de Drop Site, conversou com os parentes do menino no local do ataque. Com a voz embargada, um parente disse que ele nasceu após sete anos de espera. “Oh, Taim. Você queria Pringles. Taim, eu prometi que traria Pringles para você”. Assista à reportagem aqui.
Soldados israelenses atiraram e feriram quatro palestinos na vila de Al-Mughayyir, na região de Ramallah, no domingo, após uma forte ofensiva na cidade, durante a qual soldados israelenses usaram gás lacrimogêneo contra os moradores. Em outro incidente, colonos israelenses expulsaram uma família palestina de sua casa na vila de al-Taybeh, de maioria cristã, na segunda-feira, após uma semana de ameaças e ataques, informou a WAFA. Os colonos começaram a circular a casa em quadriciclos na semana passada, antes de atacarem a entrada, tentando roubar seus pertences e cortando os cabos de Internet e as cercas.
Colonos israelenses atacaram uma casa palestina em Qusra, ao sul de Nablus, no sábado, atirando pedras e entrando por uma janela enquanto soldados israelenses observavam sem intervir, informou o jornal Haaretz. Depois, soldados israelenses prenderam os moradores palestinos da casa. Na segunda-feira, colonos israelenses demoliram uma casa palestina de dois andares em Nablus, e as forças israelenses detiveram um palestino do campo de refugiados de Balata após uma operação em um café na região.
Colonos israelenses agridem jornalistas da NBC e moradora palestina
No sábado, 29 de agosto, um grupo de colonos mascarados e armados com porretes agrediu uma equipe de correspondentes da emissora norte-americana NBC News e atacou Aida Ahmed Abdullah, uma palestina de 51 anos que estava sendo entrevistada na vila de Jaldu, na Cisjordânia ocupada, perto de Nablus. O ataque deixou a mulher inconsciente, informou o correspondente da NBC, Matt Bradley.
Aida Abdullah estava descrevendo à emissora como colonos haviam recentemente forçado sua família a sair de casa. Bradley foi atingido duas vezes no braço, e o produtor, o cinegrafista e o motorista da equipe também sofreram ferimentos. O ataque danificou seriamente o equipamento de transmissão da equipe.
Nesta segunda-feira, 31 de agosto, o Exército de Israel invadiu novamente, em Qalandiya, o Instituto de Educação Profissional para Refugiados da UNRWA (Agência das Nações Unidas para a Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo), após uma operação realizada na terça-feira passada ter provocado condenação internacional.
Em Jericó, as forças israelenses invadiram o campo de refugiados de Aqaba Jabr na segunda-feira, provocando confrontos, segundo a WAFA. Os soldados dispararam granadas de efeito moral contra o campo e perseguiram vários jovens palestinos que estavam lá dentro. Em outro incidente, na cidade de Qabatiya, um jovem palestino foi detido enquanto passava por um posto de controle, e o Exército de Israel fechou as entradas da vila em seguida.
Colonos israelenses estabeleceram um novo assentamento, “Noa”, em terras palestinas na província de Jenin. Uma cerimônia foi realizada no local nesta segunda-feira, 31 de agosto, com a participação de ministros israelenses e membros do Knesset.
O ministro Itamar Ben-Gvir, da Segurança Nacional de Israel, entrou no complexo da Mesquita de Al-Aqsa na segunda-feira, sob proteção da polícia israelense e liderando grupos de colonos, segundo informou o governo palestino de Jerusalém, que condenou a incursão como uma “escalada perigosa” e uma violação do status quo histórico e legal em Al-Aqsa, e denunciou as tentativas israelenses de impor maior controle sobre a mesquita.
Em outra frente, as autoridades israelenses declararam 370,28 dunams (91,5 acres) de terra em Abu Dis e Arab al-Sawahra como “propriedade do Estado”, segundo a Comissão de Resistência ao Muro e aos Assentamentos. A medida impulsiona os planos para o assentamento de Mishmar Yehuda na Jerusalém Oriental ocupada; a área total reivindicada pelos israelenses para o projeto agora é de cerca de 3.750 dunams (927 acres).
Prosseguem os ataques de Israel ao sul do Líbano
Ataques israelenses atingem três distritos do sul do Líbano apesar do cessar-fogo. Em Marjayoun, uma série de poderosas explosões israelenses sucessivas provocou o desabamento de parte de uma montanha em Qantara, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano. Imagens mostram extensos danos na encosta da montanha.
Em Nabatieh, as forças armadas israelenses realizaram uma grande explosão na cidade de Arnoun, perto da extremidade norte do Castelo de Beaufort. Em Tiro, Israel bombardeou Mansouri e Buyout Al-Sayyad durante a noite e nas primeiras horas da manhã. No domingo, as forças israelenses realizaram ataques aéreos em Douha Kfar Rumman, perto de Nabatieh, e em al-Qantara, no distrito de Marjayoun, segundo relatos da mídia libanesa.
As forças israelenses também dispararam munições de fósforo ao redor de Kfar Tibnit e Nabatieh al-Fawqa. Ataques aéreos em pelo menos cinco locais, bombardeios de artilharia em dez deles e um ataque com drone perto de Nabatieh al-Fawqa foram noticiados no sábado pela jornalista Courtney Bonneau.
*Resumo da edição de 31 de agosto de Drop Site News (confira aqui a publicação original em inglês).


