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SJSP e Fenaj repudiam crimes de guerra cometidos por Israel, ao assassinar covardemente e de modo premeditado a jornalista Amal Khalil em 22/4, e mais 13 jornalistas do Líbano desde outubro de 2023

Redação

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) consideram, com base nas informações idôneas disponíveis, que Israel assassinou de modo deliberado, premeditado e particularmente cruel a jornalista libanesa Amal Khalil, nesta quarta-feira 22 de abril, além de ferir gravemente sua colega Zeinab Faraj.

Amal e Zeinab, que estavam trabalhando a serviço do jornal diário Al Akhbar, sobreviveram a um ataque de míssil ao veículo em que estavam, e no qual morreram dois libaneses que as acompanhavam. Buscaram abrigo num prédio, onde foram alvo de um novo bombardeio, e pediram socorro. Equipes de resgate da Cruz Vermelha foram repelidas a tiros por tropas de Israel. Finalmente, Zeinab foi retirada dos escombros ainda com vida, e só depois foi possível recuperar o corpo de Amal.

Em setembro de 2024, Amal foi ameaçada de morte por meio de uma mensagem encaminhada por celular. O autor confesso da mensagem é o ex-militar israelense Gideon Gal Ben Avraham, comentarista de mídia que anuncia publicamente “ajudar” a inteligência de Israel e que deu declarações ao repórter Jeremy Loffredo, da Drop Site News, nas quais apoia a morte de outros profissionais de mídia “ligados ao Hezbollah”.

Desde outubro de 2023, Israel já assassinou 14 jornalistas libanesas(es), todos em território do Líbano. Neste mesmo período, Israel assassinou mais de 270 jornalistas palestinos. A matança contínua de jornalistas — cuja finalidade é evitar que o genocídio do povo palestino e as atrocidades cometidas contra o povo libanês sejam devidamente relatadas ao mundo — faz do estado sionista o maior assassino de jornalistas de todos os tempos.

É preciso enfatizar essa constatação: além de genocida, além de terrorista, além de colonial e racista, o estado sionista de Israel é o maior serial killer de jornalistas de todas as épocas. E age da mesma forma cruel e sanguinária em relação a outros grupos de profissionais não-combatentes: trabalhadores humanitários, pessoal de resgate, paramédicos, médicos e equipes hospitalares.

O SJSP e a Fenaj consideram que é inaceitável e não pode ser naturalizada nem racionalizada, ou justificada sob qualquer “narrativa”, essa conduta macabra, horrenda e repulsiva do estado de Israel e de suas forças armadas.

É preciso que países como EUA, Alemanha e Reino Unido — até agora os principais cúmplices do genocídio na Palestina e dos ataques criminosos de Israel ao Líbano e ao Irã — deixem de fornecer armamentos e financiamentos a Israel e, inversamente, deixem de comprar equipamentos e tecnologias bélicas israelenses.

Do mesmo modo, cabe ao governo brasileiro romper relações diplomáticas e comerciais com Israel, dando consequência assim às acertadas e contundentes declarações do presidente Lula no tocante ao genocídio em Gaza, genocídio esse que prossegue apesar do pseudo “cessar-fogo” desrespeitado cotidianamente pelo Exército israelense — que atua de modo idêntico no Líbano.

Por fim, é urgente e imprescindível que as empresas brasileiras de mídia rompam com a narrativa confortável de “antissemitismo” e passem a contar a verdade a seus públicos leitores e audiências a respeito dos incontáveis crimes de guerra e crimes contra a humanidade perpetrados pelo regime sionista de Israel desde o início da ocupação da Palestina, na década de 1940, bem como o descumprimento sistemático de dezenas de resoluções da ONU no tocante aos territórios palestinos ocupados.

O que inclui relatar, no período mais recente, após o ataque do Hamas de outubro de 2023, a execução sistemática de centenas de jornalistas palestinos, a prisão e tortura de dezenas de jornalistas palestinos, a destruição de redações e a proibição de entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza e na Cisjordânia.

São Paulo, 23 de abril de 2026

SJSP
Fenaj


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