Logo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo
Logo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
Logo da Federação Internacional de Jornalistas
Logo da Central Única dos Trabalhadores
Logo da Federação Nacional de Jornalistas

Morte de equipe da Band Minas expõe riscos da multifunção e da precarização no jornalismo

Redação - FENAJ

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) manifestam profundo pesar pela morte do repórter cinematográfico Rodrigo Lapa e da repórter Alice Ribeiro, profissionais da Band Minas, vítimas de um grave acidente na BR-381, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, enquanto retornavam de uma pauta jornalística. Neste momento de dor, as entidades se solidarizam com familiares, amigos e colegas de trabalho, reafirmando seu compromisso com a defesa da vida e da dignidade dos profissionais de imprensa.

A tragédia também acende um alerta urgente sobre as condições de trabalho no setor. O veículo era conduzido pelo próprio repórter cinematográfico, evidenciando uma prática cada vez mais recorrente de acúmulo e desvio de função. Profissionais responsáveis pela captação de imagens jornalísticas vêm sendo sobrecarregados com tarefas que não lhes cabem, como a condução de veículos, o que amplia significativamente os riscos, especialmente em rodovias perigosas e em jornadas exaustivas.

Ainda que as circunstâncias do acidente estejam sendo apuradas, é inegável que a precarização das relações de trabalho no jornalismo tem colocado trabalhadores em situação de vulnerabilidade. A redução de equipes e a imposição da multifunção não são apenas medidas administrativas: são decisões que impactam diretamente a segurança e a vida dos profissionais.

Diante disso, a FENAJ e o SJPMG cobram a atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigar as condições de trabalho nas empresas de comunicação, especialmente no que diz respeito ao acúmulo e desvio de função. As entidades também exigem rigor na apuração das responsabilidades e a adoção de medidas efetivas por parte das empresas para garantir equipes completas e condições seguras para o exercício da atividade jornalística.

Não é aceitável que profissionais da imprensa percam a vida em decorrência de condições precárias de trabalho. A defesa do jornalismo passa, necessariamente, pela valorização e proteção de quem o exerce.

veja também

relacionadas

mais lidas

Acessar o conteúdo