Logo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo
Logo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
Logo da Federação Internacional de Jornalistas
Logo da Central Única dos Trabalhadores
Logo da Federação Nacional de Jornalistas

PCR traz conquistas reais, mas trabalhador deve analisar adesão com cuidado

Redação - SJSP

O novo Plano de Carreiras enfim foi finalizado pela EBC. Os sindicatos só tiveram acesso ao texto final nessa semana, junto com os trabalhadores.

Fruto de muita mobilização das categorias e articulação dos sindicatos, o PCR, que agora virou PCS, apresenta uma nova tabela salarial, melhor que a atual, com redução dos níveis para se chegar ao topo de carreira.

A proposta de salários foi a aprovada em assembleia pelos trabalhadores, após longa negociação, no fim do ano passado. O reenquadramento garante reconhecimento da trajetória, apesar de não ser a proposta defendida pelos trabalhadores, que buscavam um reenquadramento rigorosamente proporcional ao tempo de serviço.

O problema deste PCS persiste nos descritivos dos cargos. A redação final foi definida pela EBC, apesar de diversas sugestões e ponderações apresentadas pelos sindicatos, especialmente no que diz respeito às legislações das categorias. Lembramos que, diferentemente do ACT, a redação de um PCR não necessita de anuência dos sindicatos.

A empresa insistiu no processo de extinção de dezenas de cargos, algo que os sindicatos sempre repudiaram. Uma proposta de se dar 2 ou 3 progressões (níveis) para os trabalhadores desses cargos extintos, como ocorrerá para os demais, foi defendida arduamente na mesa de negociação, mas ignorada pela empresa. Seria uma forma justa de compensação e isonomia, dada a impossibilidade de migração para o PCS desses trabalhadores de cargos extintos.

Além disso, o PCR definido pela empresa só permite a progressão por antiguidade a cada 5 anos, diferente do plano atual. Reforçamos que, durante o processo de negociação, defendemos na mesa que as progressões por antiguidade e mérito fossem alternadas, respeitando a previsão CLT, o que novamente não foi aceito pela empresa.

Alertamos a todos e todas que a escolha pela migração dos cargos é de natureza individual de cada trabalhador e deve ser feita com total autonomia frente à versão final do Plano, que não contempla todas as reivindicações, mas traz avanços reais nas carreiras.

Orientamos a todos e todas analisem os aspectos apresentados, inclusive os acúmulos previstos nos descritivos – principalmente no caso dos radialistas -, para que seja feita a melhor escolha nesse momento.

Os sindicatos se colocam, como sempre, a disposição para tirar dúvidas e também garantir os direitos dos/as trabalhadores/as, independente do plano em vigor.

Sindicatos do Radialistas DF, RJ e SP
Sindicatos dos Jornalistas DF, Rio e SP

veja também

relacionadas

mais lidas

Acessar o conteúdo