Nesta segunda-feira, 26 de janeiro, Ali Noureddine, jornalista e apresentador de televisão da Al-Manar, canal afiliado ao grupo Hezbollah, foi assassinado por um drone de Israel na cidade de Tiro, no sul do Líbano, em ataque a um veículo de passeio que também deixou outras duas pessoas feridas, conforme reportou a agência Shafaq News.
A Rede de Mídia Al Mayadeen condenou o assassinato de Noureddine, classificando-o como um crime e um ataque deliberado de Israel contra um jornalista e contra as instituições de mídia no Líbano. A rede expressou suas condolências à família de Noureddine, honrando sua morte como “martírio em um campo de honra e dignidade”.
A Al Mayadeen também exortou a comunidade internacional de mídia e os “povos livres ao redor do mundo” a levantarem suas vozes contra os repetidos ataques de Israel contra jornalistas, instando os veículos de comunicação ocidentais a porem fim à sua “hipocrisia na cobertura dos ataques israelenses contra profissionais da mídia palestinos, libaneses e árabes”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou veementemente o ataque de Israel. Esmail Baghaei, porta-voz do ministério, ofereceu condolências pela morte de Ali Noureddine à sua família e à comunidade midiática do Líbano. Ele descreveu a ação do regime israelense como um crime hediondo e terrorista, além de uma violação flagrante das normas fundamentais do direito internacional que proíbem qualquer forma de ataque contra profissionais da mídia.
Baghaei enfatizou a responsabilidade da comunidade internacional, das Nações Unidas e dos órgãos jurídicos e judiciais internacionais de abordar os crimes cometidos pelo regime israelense e responsabilizá-lo.
Referindo-se às contínuas violações por parte de Israel do acordo de cessar-fogo de novembro de 2024 e aos seus ataques em curso contra a soberania nacional e a integridade territorial do Líbano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã sublinhou a responsabilidade coletiva dos países da região e da comunidade internacional em confrontar a ilegalidade e a beligerância do regime israelense.


