Sábado, 7/3 – Na Cisjordânia, colono mata palestino de 28 anos
Um colono israelense matou a tiros o palestino Amir Muhammad Shanaran, de 28 anos, em Masafer Yatta, uma área próxima à cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada, onde colonos rotineiramente assediam e ameaçam violentamente os moradores. O assassinato de Shanaran ocorreu depois que colonos mataram dois irmãos palestinos na aldeia de Qaryut, na Cisjordânia, na semana anterior.
Domingo, 8/3 – Colonos matam mais dois palestinos na Cisjordânia
Na Cisjordânia ocupada, colonos israelenses mataram mais dois palestinos: Fare Jawdat Hamayel, de 57 anos, e Thaer Farouq Hamayel, de 24 anos.
Em Gaza, Israel matou vários palestinos, incluindo a jornalista Amal Shamali , o paramédico Abdulrahman Hosni Hamdouna e uma menina de 12 anos. Muitos dos ataques israelenses lançados no domingo tiveram como alvo pessoas deslocadas à força que se abrigavam em tendas.
Segunda-feira, 9/3 – Porte de arma para mais 300 mil israelenses
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, um sionista de extrema-direita ultranacionalista, anunciou que todos os residentes judeus de Jerusalém agora poderão solicitar uma licença para porte de arma de fogo. Antes, apenas israelenses que viviam em bairros judeus próximos ao muro da separação podiam solicitar a licença.
Terça-feira, 10/3 – Mulheres em Gaza levadas ao limite
A Anistia Internacional alertou que mulheres e meninas em Gaza estão sendo levadas ao limite, sofrendo as consequências do colapso do sistema de saúde e do deslocamento em massa devido ao genocídio israelense.
Quarta-feira, 11/3 – Novo assentamento israelense ilegal
Colonos construíram as primeiras estruturas residenciais de um novo assentamento israelense ilegal, aprovado pelo governo de Israel em maio passado. O assentamento de Ebal tem vista para a cidade palestina de Nablus, na parte norte da Cisjordânia ocupada.
Quinta-feira, 12/3 – Estuprando com impunidade
Israel retirou as acusações contra os cinco soldados acusados de estuprar um detento palestino – uma decisão elogiada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (“Israel deve caçar seus inimigos, não seus próprios combatentes heróicos”).
Os militares alegaram que seria difícil realizar um julgamento justo devido às ações de altos funcionários e que não possuíam provas suficientes, pois a vítima palestina havia sido libertada e retornado a Gaza. Porém, as evidências são fartas: vídeos vazados e um laudo médico que constatou que o homem chegou ao hospital com “ruptura intestinal, ferimento grave no ânus, danos pulmonares e costelas quebradas”.
Sexta-feira, 13/3 – Mais ataques de colonos israelenses
Na Cisjordânia ocupada, dezenas de colonos israelenses, Armados com porretes, eles teriam atacado uma aldeia palestina nos arredores de Hebron durante a noite, amarrando alguns moradores, espancando-os e roubando centenas de ovelhas. Não houve relatos de prisões de agressores.
*Publicado em 14 de março por Zeteo. Confira aqui o original em inglês


