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SJSP apoia Jornada Continental pelo Direito a Migrar e pela Soberania

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo está apoiando e participando da manifestação convocada por entidades, movimentos e comunidade em São Paulo. O evento ocorreu em diversas cidades pelo Continente. 

MANIFESTAÇÃO EM SÃO PAULO – SÁBADO, 14 DE MARÇO DE 2026 ÀS 15 HORAS
Escadarias do Teatro Municipal – Praça Ramos de Azevedo

“Extinção do ICE! Migrar não é Crime, é um Direito!” Assim conclui a convocatória da Jornada Continental pelo Direito à Migração e Soberania Nacional, que está ocorrendo desde de 8  e vai até 14 de março em diversas cidades das Américas. O manifesto é lançado após a onda de mobilizações em cidades como Mineápolis, que impôs recuos à Donald Trump, rejeitado em seu próprio país! 

Para Alexandre Linares, diretor do SJSP “A Jornada são muitas lutas juntas. Mas ela começa pela necessária solidariedade com as trabalhadoras e trabalhadores que nos EUA estão lutando pelo direito de migrar e pelos direitos dos migrantes. Trump e sua tropa fascista chamada ICE perseguem os migrantes nos bairros e os trabalhadores americanos, em todo o país defendem seus amigos e vizinhos migrantes. Trump tem em suas mãos o sangue de Renee Good e Alex Pretti, mortos por defenderem seus vizinhos migrantes. Trump criou campos de concentração para imigrantes, onde há mortes e denúncias sistemáticas de estupros por parte do ICE. A política de Trump inspira políticos no Brasil que buscam imitar suas medidas xenófobas e racistas. Lutar com o povo dos EUA contra Trump é uma luta de todos nós!”

Trump já deportou mais de meio milhão de pessoas em 2025. Dessas, ao menos 4 mil eram brasileiros e há registros de 157 crianças brasileiras presas nos EUA. O ICE assassinou os norte-americanos Rene Gold e Alex Prett quando protegiam migrantes. Esses crimes geraram uma onda de protestos e greves em mais de 300 cidades estadunidenses, envolvendo jovens, trabalhadores e suas organizações, que pediam “Fora ICE” e “Fim do ICE”.

A ofensiva de Trump contra a soberania das nações prossegue. Se antes  mantinha a guerra da Ucrânia e sustentava o genocídio em Gaza, no início deste ano atacou a Venezuela, sequestrando Nicolás Maduro e Cilia Flores, e agora bombardeia o Irã.

Além do SJSP a CUT também está convocando em todo o Brasil. Para o secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores, Antônio Lisboa, a defesa do direito de migrar é parte essencial da luta pelos direitos humanos e pela democracia. Segundo ele “A gente participa desse protesto não só por uma questão humanitária, mas também por uma questão ideológica. A extrema direita é um fenômeno global e o que acontece hoje nos Estados Unidos é a representação do que há de mais cruel contra o ser humano. É uma atrocidade e representa um ataque à democracia, à soberania e aos direitos humanos”.

Segundo Lisboa, o debate sobre migração precisa ser compreendido a partir de um princípio fundamental – o direito humano de se deslocar. “Migrar é um direito humano fundamental. Quando políticas de Estado passam a tratar migrantes como criminosos ou inimigos, o que está em jogo é algo muito maior do que uma política migratória: é o próprio respeito aos direitos humanos”, diz o dirigente.

Em São Paulo, organizações sindicais, movimentos populares, comunidades migrantes e entidades de direitos humanos convocam a Jornada Continental pelo Direito de Migrar, pelos Direitos dos Migrantes e pela Soberania Nacional. “Não aceitamos muros. Não aceitamos deportações. Queremos o direito de viver em paz!”, afirma o chamado unitário.

Para Adriana do Amaral, diretora de base da regional da Capital do SJSP e está no Grupo de Comunicação do Comitê Paulista da Jornada Continental “É um ato que busca acolher e visibilizar a presença  das diferentes diásporas para todas as comunidades. Todo migrante no Brasil é um trabalhador brasileiro, que luta para sobreviver, tem projetos. Além disso, têm demandas e reivindicações urgentes que precisam ser expostas para a sociedade”.

O ato na capital paulista ocorrerá sábado, 14 de março de 2026, às 15h, na Praça Ramos de Azevedo (em frente ao Teatro Municipal).

Contamos com sua presença no Ato e de uma delegação de sua entidade ou gabinete.

A mobilização faz parte da Jornada Continental articulada por delegados de nove países das Américas, reunidos na Conferência Continental pelo Direito de Migrar, realizada em setembro de 2025, na Cidade do México. 

Em São Paulo, o chamado é impulsionado pelo Comitê Paulista da Jornada Continental, composto pela CUT, pelo PT, pelo DAP Diálogo e Ação Petista, pelo Condepe Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, por sindicatos – como o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, o Sindicato dos Médicos, o Sindicato dos Padeiros, o Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo e o Sindicato da Saúde de São Paulo, o Sinpro Osasco -; por centros de apoio a migrantes – como o Cami (Centro Pastoral de Apoio ao Migrante), por dirigentes do Conselho Municipal dos Imigrantes de SP, pela Federação Bolivianos Unidos do Brasil, pela União Social de Imigrantes Haitianos, pela Rede dos Trabalhadores Imigrantes Refugiados e Apátridas, pela União Africana Alkeebulan, pela Identidade Humana, pelo Instituto Missão Batista de Guaianazes e pela Associação de Mulheres Imigrantes Luz e Vida; pelo Fórum dos Ambulantes, pelo CCI (Círculo de Comunicadores Imigrantes), pela Rede MILBI+ (Rede de Apoio a migrantes internacionais LGBTQI+ Brasil), pela União Rugby Clube, além de coletivos de solidariedade internacional e representantes de comunidades sírias, angolana e indígenas.

A defesa do direito à migrar e dos migrantes é inseparável da defesa da autodeterminação dos povos. Hoje convidamos todas as organizações sociais, sindicais, de jovens a preparar e fortalecer a Jornada em São Paulo.

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