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Jornalista palestina Amal Shamali é assassinada por Israel em pleno Dia Internacional da Mulher

Redação SJSP

A jornalista palestina Amal Shamali, de 46 anos, correspondente da Rádio Qatar, foi morta por um ataque de Israel a tendas de refugiados na cidade de Al Zawayda, no centro de Gaza, neste último domingo, 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Ela foi uma das seis pessoas assassinadas em Gaza nessa mesma data

“O Sindicato dos Jornalistas Palestinos [SPJ] lamenta, em nome do povo palestino e da comunidade jornalística na Palestina e em todo o mundo, o falecimento do jornalista Amal Hammad Al-Shamali, martirizada em consequência do bombardeio das forças de ocupação israelenses às tendas de pessoas deslocadas na cidade de Al-Zawaida, no centro da Faixa de Gaza, em mais um crime que se soma à série de crimes e violações contínuos contra jornalistas e trabalhadores da mídia palestinos”.

Amal havia trabalhado com diversos veículos de comunicação árabes e locais e estava entre os jornalistas que continuaram a exercer sua missão jornalística apesar do ataque e da guerra em curso na Faixa de Gaza.

“Este período representa um dos mais sangrentos para jornalistas na história moderna, refletindo a escala da perseguição deliberada ao jornalismo palestino, numa tentativa de silenciar a voz da verdade e impedir a documentação dos crimes e violações cometidos contra o povo palestino”, declarou ainda o SPJ, lembrando que a persistência de ataques contra jornalistas constitui um crime de guerra e uma violação flagrante do direito internacional humanitário e das Convenções de Genebra, que garantem a proteção dos jornalistas durante conflitos armados.

“O Sindicato renova seu apelo à comunidade internacional, bem como à mídia e às instituições de direitos humanos em todo o mundo, para que assumam suas responsabilidades legais e morais e tomem medidas urgentes para impedir os crimes e violações contra jornalistas palestinos, e para que trabalhem para responsabilizar a ocupação por seus crimes contínuos contra o jornalismo palestino”.

O Gabinete de Imprensa do Governo de Gaza divulgou um comunicado após o assassinato de Shamali, afirmando que “condena veementemente o ataque sistemático, o assassinato e a perseguição de jornalistas palestinos pela ocupação israelense”, bem como “responsabiliza totalmente a ocupação israelense, o governo dos EUA e os países que participaram do crime de genocídio – como o Reino Unido, a Alemanha e a França – por cometerem esses crimes hediondos e brutais”.

Segundo a Al Jazeera, o Gabinete de Imprensa apela às associações de mídia internacionais e regionais, à comunidade internacional e às organizações de direitos humanos para que condenem os crimes cometidos contra jornalistas e profissionais de mídia palestinos que trabalham em Gaza e para que se empenhem em responsabilizar Israel por seus crimes contínuos contra jornalistas palestinos.

De acordo com uma contagem do Shireen.ps, um site de monitoramento que leva o nome da jornalista, Shireen Abu Akleh, da Al Jazeera, assassinada pelo Exército de Israel na Cisjordânia ocupada em 2022, ataques israelenses mataram cerca de 13 jornalistas por mês ao longo de mais de dois anos de guerra. Desses jornalistas, pelo menos 10 trabalhavam para a Al Jazeera, incluindo o correspondente da Al Jazeera em árabe, Anas al-Sharif, que havia feito extensas reportagens do norte de Gaza.

“Segundo o projeto Custos da Guerra da Universidade Brown, mais jornalistas foram mortos em Gaza desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, do que na Guerra Civil Americana, nas Primeira e Segunda Guerras Mundiais, na Guerra da Coreia, na Guerra do Vietnã, nas guerras na antiga Iugoslávia e na guerra pós-11 de setembro no Afeganistão – juntas”, observa ainda a Al Jazeera.

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