O Sindicato dos Jornalistas Palestinos (PJS) condenou veementemente o assassinato por Israel, no dia 7 de abril, do jornalista Mohammad Samir Washah, correspondente da Al Jazeera Mubasher, morto após um veículo civil ser alvejado na Cidade de Gaza. De acordo com a entidade, o novo crime de guerra cometido por Israel eleva para 262 o número de jornalistas assassinados em Gaza pelas forças de ocupação israelenses.
O crime constitui uma “execução extrajudicial do jornalismo e da verdade”, declarou o PJS, enfatizando que o ataque a Washah não foi um incidente isolado, mas sim parte de uma campanha sistemática da ocupação para silenciar a voz palestina e atacar jornalistas numa tentativa de obscurecer a verdade e minar a narrativa palestina.

O PJS também condenou o assassinato, nesta quarta 8 de abril, das jornalistas libanesas Ghada Al-Dayekh, repórter da rádio Sawt Al-Farah, e Suzan Khalil, da Al Manar TV, considerando-o “uma extensão da política de ataques a jornalistas onde quer que estejam e uma expansão perigosa do âmbito das violações”, e lembrou que “atacar jornalistas no exercício de suas funções profissionais constitui uma violação flagrante do direito internacional e das normas humanitárias, e equivale a uma declaração de guerra aberta contra a mídia”.
O Sindicato responsabilizou as autoridades de Israel integral e diretamente por esses crimes, descrevendo-os como crimes de guerra que merecem julgamento internacional. Exigiu uma investigação internacional imediata e transparente, a garantia de proteção urgente aos jornalistas, a responsabilização dos culpados, o fim da impunidade e a interrupção dos ataques sistemáticos contra a mídia palestina.



