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Em seminário sindical internacional, jornalistas constroem uma pauta padrão para brasileiros

Em seminário sindical internacional, jornalistas constroem uma pauta padrão para brasileiros


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Sindicalistas e especialistas analisam a conjuntara política e a forma de organização sindical nas campanhas salariais

A cidade de São Paulo sediou o 2º seminário sindical organizado pela Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), pela Federación de Periodistas de América Latina y el Caribe (FEPALC) e pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O encontro, que contou com apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), discutiu estratégias para elaborar uma pauta-padrão para os jornalistas brasileiros nas negociações salariais da categoria. Antes do inicio do encontro, os jornalistas entregaram no escritório da presidência na capital um Manifesto pelo Fim da Impunidade nos Crimes Contra a Imprensa, que foi protocolado.

O presidente da Fenaj, Celso Schöreder, deu as boas vindas aos participantes ressaltando a importância da oficina  para que os sindicatos possam assumir o protagonismo de seus destinos conforme a sua realidade. O presidente do SJSP, Paulo Zocchi, disse que a proposta é essencial no momento onde a precarização da profissão é uma realidade e ocasiona graves transformações no mercado de trabalho. A responsável pela organização das oficinas latino-americanas (FEPALC), Paula Cejas, endossou a necessidade de capacitação dos quadros para o fortalecimento do movimento sindical dos jornalistas.

pochmann


Conjuntura – O economista Márcio Pochmann (foto ao lado) fez uma analise da conjuntura política e econômica do país que, segundo ele, enfrenta problemas com a perspectiva da visão de curto prazo, prejudicial ao Brasil.

“No meu entendimento, temos dois desafios. Um de ordem externa, onde a concentração do capitalismo está sendo alterada pela fragmentação da produção. E não existe futuro para um país sem grandes empresas. Outro de ordem interna, que tem como característica um esgotamento do ciclo político que está desacredita e viciado porque não representa, por exemplo, as mulheres, negros, jovens entre outros. Precisamos ter um planejamento a longo prazo, mas para isso precisamos saber o que queremos”,  explica Pochmann.


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Tribunal – Para relatar o andamento de uma ação jurídica sobre uma campanha salarial, o Desembargador Dr. Davi Furtado Meireles, do Tribunal Regional do Trabalho – 2ª Região (foto ao lado), falou dos trâmites legais do processo jurídico quando não há acordo entre trabalhadores e empresas. Segundo ele, a melhor saída é a negociação coletiva para obtenção de bons resultados.

“O Judiciário deve ser a última alternativa. As categorias que têm prática em negociação salarial e ação sindical não precisam do Tribunal. Eventualmente, em casos específicos como foi o caso jornalistas quando o Estadão fez uma demissão em massa, aí é preciso judicializar a situação”, relata o desembargador.

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Perspectivas – A representante do Departamento Intersindical de Estudos Econômicos e Sociais (Dieese), Camila Ikuta (foto ao lado), apresentou um panorama das negociações coletivas no contexto nacional e as perspectivas de negociação para o 2º semestre.

De acordo com ela, três indicadores têm influenciado diretamente as negociações no primeiro semestre que são: o Produto Interno Bruto (PIB), a inflação e a taxa de desemprego, que apresentam perspectivas negativas dificultando as negociações em 2015. “Este ano verificamos que as negociações, por conta do não crescimento do país, com clima de incertezas politicas e institucionais, acabaram frustrando as negociações e fizeram com que os sindicatos incluam cláusulas de garantia do emprego”, analisa Camila.

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Organização – Já o secretário geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos de Souza (foto ao lado), contou a experiência nas negociações coletivas dos bancários. Para ele, a organização de intervenção unitária é que pode fortalecer os trabalhadores a ponto de que, com crise ou não, tenham suas conquistas necessárias.

“Hoje, temos o Comando Nacional de Greve que viabilizou a campanha com 39 entidades e esse comando se reúne para pensar na estratégia de greve e os modelos de ação. Temos um modelo que funciona o ano todo que começa com uma consulta nacional por meio de um questionário que é entregue nas agências na tentativa de descobrir o que a categoria quer debater estadualmente e nacionalmente para uma construção de uma minuta única com questões financeiras, saúde, condições de trabalho entre outras, mas sem deixar de lado as especificidades”, conta o secretário da Contraf.

 

plateia

Pauta padrão – Após os debates, os Sindicatos traçaram um panorama das negociações dos jornalistas e dos principais problemas enfrentados pela categoria e avanços conquistados nas negociações coletivas nos últimos anos. A partir disso, os relatos coletados serão analisados por uma comissão para a elaboração de uma pauta-padrão para os jornalistas brasileiros, sob coordenação da Fenaj.

 

Fotos de André Freire

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