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Demitidos(as) de terceirizada da Alesp continuam sem receber direitos

Cerca de 120 profissionais – jornalistas e radialistas – que trabalhavam na Fundac (Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação) à serviço da TV Alesp, (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) continuam na batalha para receberem as verbas rescisórias e salários que não foram pagos.

Em assembleia no dia 11 de fevereiro, os ex-funcionários da Fundac decidiram, junto ao Sindicato dos Jornalistas e Sindicato dos Radialistas, lançar carta dirigida à sociedade:

Carta ao povo paulista
Demitidos(as) de terceirizada da Alesp exigem respeito!

Denunciamos ao povo paulista a condição em que nós, quase 120 trabalhadoras e trabalhadores – jornalistas e radialistas – nos encontramos, após sermos demitidos pela Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), que prestava serviço à TV Alesp, (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).

Em dezembro de 2025, enquanto muitas se preparavam para as festas de final de ano, nossas famílias estavam atemorizadas com a iminência do desemprego, diante da informação sobre o término de contrato entre a Fundac e a Alesp programado para dia 31 de janeiro.

Desde então, a insegurança foi constante quanto aos pagamentos – tanto de salário, 13º e verbas rescisórias -, como quanto à contratação pela nova terceirada da TV Alesp – a EPTV (Emissoras Pioneiras de Televisão), afiliada da Rede Globo.

Não fosse nossa pressão organizada com o Sindicato dos Jornalistas e o Sindicato dos Radialistas, o Natal de trabalhadores(as) que produziam conteúdo transmitido pelas plataformas de mídia da Alesp seria sem o 13º salário.

Hoje, já em fevereiro, os abusos continuam, os boletos se acumulam e muitos de nós adoeceram por tanta apreensão: Até agora, nada de verbas rescisórias, para desespero de cerca de 120 profissionais, dos quais 15 sequer receberam os salários de dezembro!

A Fundac diz que não tem dinheiro. A Alesp diz que não pode repassar por bloqueio das contas da terceirizada no Banco do Brasil. O dano social é ignorado.

Não aceitamos que trabalhadoras e trabalhadores sejam vítimas desse jogo de empurra, fruto do custo do serviço terceirizado, da falta de concurso público para um trabalho tão importante que é o da comunicação pública e da falta de monitoramento do Poder Público sobre uma prestadora de serviço.

Exigimos que as verbas de repasse à terceirizada sejam destinadas diretamente ao pagamento de todos os nossos direitos trabalhistas!

Fizemos diversas manifestações nos corredores da Alesp pedindo apoio às/aos parlamentares. Há quase um mês os sindicatos têm solicitado audiência com o presidente da Alesp para ouvir nossas reivindicações e seguimos sem resposta!

Nos manteremos mobilizados e não descansaremos até que todos os direitos estejam na nossa conta bancária.

Pedimos à sociedade, especialmente a todas e todos que defendem a luta pelos direitos trabalhistas, que nos apoiem enviando mensagem para o e-mail andredoprado@al.sp.gov.br (presidente da Alesp) colocando como “Assunto”: LUTO PELOS DEMITIDOS DA FUNDAC

São Paulo, 24 de fevereiro de 2026

APOIAM
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de SP
Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão no Estado SP

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