Em nova assembleia nesta quinta-feira, 25 de setembro, jornalistas de jornais e revistas da capital aprovaram uma paralisação de quatro horas, que dá sequência à vitoriosa mobilização de 10 de setembro. Naquela data, mais de 350 jornalistas realizaram paralisação (presencial e virtual) de duas horas para demonstrar sua indignação com a postura das empresas na Campanha Salarial do segmento.
Após quase quatro meses de negociação, os patrões se recusam a reajustar todos os salários pela inflação do período, de 5,2%. Essa política não atinge apenas profissionais com salários mais altos, mas representa, na prática, o fechamento de qualquer perspectiva de um plano de carreira, já que achata os vencimentos dos profissionais mais experientes.
As empresas também se negam a valorizar os pisos salariais. Atualmente, travamos uma luta para que o chamado “pisinho” deixe de ser praticado e que as e os profissionais recebam o valor de R$ 7.103,90. Enquanto avaliamos juridicamente e politicamente as estratégias necessárias para isso, consideramos fundamental que se realizem reajustes acima da inflação nesta faixa salarial.
Outro ponto de reivindicação é a valorização real do Vale-Refeição, com a adoção de um valor diário de R$ 31 no benefício.
Até o momento, as empresas mantêm proposta salarial apresentada há mais de um mês e reiteradamente rejeitada pela assembleia: reajuste pela inflação para salários até R$ 13 mil e correção fixa de R$ 700 para vencimentos superiores a essa faixa. Essa proposta provoca um corte abrupto no cálculo de reajuste, sobretudo para profissionais com maior experiência e salários mais elevados.
Em uma luta unificada, que abrange profissionais de todas as redações e cargos, a categoria aprovou uma nova demonstração de absoluta insatisfação com a postura das empresas nesta Campanha Salarial. Na próxima quarta-feira, a paralisação será de quatro horas.
As empresas já foram formalmente comunicadas. O Sindicato dos Jornalistas reiterou a necessidade de uma nova negociação na próxima semana e indicou que nova assembleia da categoria será realizada na terça-feira, 30 de setembro, às 10h30. Caso haja apresentação de nova proposta patronal até lá, as e os jornalistas avaliarão na assembleia.
O que está em jogo?
A contraproposta aprovada pela categoria é a seguinte:
- Reajuste de 7% para quem recebe o piso salarial;
- Reajuste de 5,7% para salários até R$ 10,5 mil;
- Reajuste de 5,2% para os demais salários;
- Vale-Refeição diário de, no mínimo, R$ 31 a partir de 1º de outubro, com desconto máximo de 20%;
- Concordância com a forma de pagamento retroativo em abono, desde que a CCT seja assinada até o início de outubro;
- Renovação das demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho, com reajuste de 5,2% nas cláusulas econômicas.
Até o momento, a proposta das empresas é:
- Reajuste de 5,2% para salários até R$ 13 mil;
- Reajuste fixo de R$ 700 para salários acima de R$ 13 mil;
- Vale-Refeição diário de R$ 29 a partir de 1º de outubro, com desconto máximo de 20%;
- Abono como forma de pagamento retroativo de 15,6% em outubro para quem ganha até R$ 13 mil. Para salários acima disso, o abono fixo será de R$ 2.100;
- Renovação das demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho, com reajuste de 5,2% nas cláusulas econômicas.


