Acúmulo de funções, ambientes de trabalho propensos a riscos para a saúde mental das e dos jornalistas, falta de profissionais e assédio moral são apenas parte dos problemas que ocorrem nas unidades da TV TEM, segundo relatos que chegaram ao Sindicato dos Jornalistas (SJSP) através de seu Canal de Denúncias.
Ao tomar conhecimento das denúncias, o SJSP solicitou à empresa o agendamento uma reunião em caráter de urgência, que ocorreu no dia 27 de julho e que tratou de várias questões, inclusive da dificuldade imposta pela TV TEM para o acesso do Sindicato às redações.
Mojo
A TV TEM utiliza o chamado Mojo (Mobile Journalism) – “jornalismo móvel” – em que o/a repórter é orientado(a) a fazer coberturas usando smartphone, microfone e pequenos acessórios portáteis, com a responsabilidade de entrevistar, filmar, gravar, editar e fazer a transmissão do link ou VT (videotape) de reportagens completas!
A utilização de Mojo na empresa não é de hoje e é abominável. Não deve ser considerada “normal”. Ela agrava a precarização do trabalho ao obrigar o/a jornalista a acumular funções de repórter, cinegrafista, editor e operador de transmissão. Além disso, o/a profissional fica sujeito(a) ao adoecimento físico e mental, e torna-se vulnerável à violência durante coberturas jornalísticas em ambientes tensionados.
Reunião com a empresa
Na reunião do dia 27 de julho, o SJSP sugeriu uma nova reunião para debater e negociar com a direção da empresa a partir de uma série de reivindicações apresentadas:
1- Informação sobre quais atividades e atribuições dos jornalistas na empresa que recebe denominação do cargo como repórter multimídia.
2- Informação sobre o número, em cada unidade da empresa, de:
- repórteres cinematográficos
- editores
- repórteres
3- Informação sobre o último processo de eleição de CIPA nas unidades da empresa e seu respectivo edital.
4- Autorização de entrada em redação nas unidades de Sorocaba, Itapetininga, Bauru, Rio Preto e Jundiaí.
5- Mudança na nomenclatura da atividade exercida por jornalistas denominada atualmente como “multimídia” para função de acordo com o Decreto-Lei nº 972/1969, que rege o enquadramento na profissão de jornalista.
6- Fim da prática chamada “Mojo” nas unidades da empresa.
7- Espaço ao Sindicato dos Jornalistas para falar com jornalistas sobre assédio durante o evento “Setembro Amarelo”, alusivo ao mês de prevenção do suicídio.
Na terça-feira (4), o RH da empresa informou que as reivindicações estão em análise pelas áreas competentes. “Considerando que os temas apresentados envolvem mais de uma área e que o levantamento das informações necessárias demanda um prazo para avaliação, retornaremos oportunamente com uma devolutiva”.
É importante que jornalistas comuniquem o Sindicato sobre qualquer medida que fira os direitos trabalhistas e precarize as condições de trabalho. Juntos(as) podemos avançar!


