Representantes da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e de Sindicatos filiados participaram de um encontro com integrantes da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), no Acampamento Terra Livre 2026, como parte da programação do 5º Ocupa Brasília, iniciativa da Federação, que reúne jornalistas de todo o país, para debater pautas estratégicas da categoria na capital federal.
A atividade marcou um momento de aproximação entre as entidades e teve como foco o fortalecimento do jornalismo indígena, a valorização da formação profissional e os desafios de acesso ao mercado de trabalho. Participaram da conversa os representantes da Abrinjor Luan Tremembé, Ikaruni Nawa e Ayla Tapajós.
A Abrinjor é uma rede que reúne cerca de 70 indígenas, entre jornalistas formados e estudantes, vinculados ao movimento dos povos originários. Criada com o objetivo de acolher e fortalecer comunicadores indígenas, a articulação também atua no apoio à inserção profissional dos seus integrantes.
Durante o encontro, os representantes destacaram a importância do diploma de jornalismo como ferramenta fundamental para ampliar oportunidades. Segundo relataram, o acesso ao mercado de trabalho já é desafiador para indígenas e se torna ainda mais difícil sem a formação acadêmica na área.
Outro destaque apresentado foi a construção de um manual de jornalismo indígena, produzido pela rede e já traduzido, além de línguas indígenas, para o português, o inglês e o espanhol, ampliando o alcance das produções e das perspectivas dos povos originários na comunicação.
Para a FENAJ, o diálogo com a Abrinjor reforça a necessidade de construir um jornalismo mais plural e representativo, que reconheça e valorize as vozes indígenas.
“O encontro no Acampamento Terra Livre — maior mobilização indígena do Brasil — evidencia a importância da articulação entre entidades do campo da comunicação e movimentos sociais na defesa da democracia, do direito à informação e da diversidade no jornalismo”, afirmou a presidenta da FENAJ, Samira de Castro.


