O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP) é uma das entidades organizadoras das atividades que celebram, na capital, o 7 de abril, Dia Mundial da Saúde.
A data, que este ano tem como tema o impulsionamento de uma “Ação global pela cobertura universal em saúde” — recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) –, será marcada por uma aula pública de sanitaristas e representantes de diferentes entidades sociais, em frente ao Teatro Municipal de São Paulo, a partir das 9h30, e uma caminhada até a sede da Prefeitura de São Paulo.
Para nós, trabalhadores(as), que também celebramos o Dia do(a) Jornalista, instituído há 118 anos em memória à criação da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), nada mais oportuno que a junção das duas datas, em tempos de escalada de adoecimento físico e psíquico pelas condições de trabalho assediosas, precarizadas pela perda de direitos trabalhistas e dificultadas pelo acesso com qualidade ao sistema público de saúde desmontado pelo modelo de terceirização.
Em um contexto global de condições iníquas para jornalistas assassinados no exercício da profissão, 129 em 2025, segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).
Segundo ano consecutivo de recorde em mortes. Em 2024, a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) registrou o assassinato de 104 trabalhadores(as). A maioria das mortes, que ainda seguem impunes, ocorreu em zonas de guerra, como Gaza, mas jornalistas que cobrem política, corrupção e tráfico de drogas também são alvos frequentes.
Frente a isso, não interessa ao SJSJ mitigar o debate sobre a universalidade em saúde. Não há saúde sem condições dignas de trabalho, sem respeito e valorização à profissão! Por outro lado, não há cobertura universal com um SUS terceirizado, como na cidade e no estado de São Paulo. São Paulo é a prova que a terceirização faz mal à saúde. Não melhorou o acesso aos equipamentos e piorou o atendimento. Filas, superlotação, falta de vagas e baixa qualidade da assistência, além das notícias de fraudes, continuam fazendo parte do cotidiano.
Assistimos ao ataque sistemático do governo estadual a polos públicos de desenvolvimento científico e tecnológico, com a extinção da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen); extinção da Fundação para o Remédio Popular (FURP) e venda de seu patrimônio; extinção de mais de 5.200 cargos em institutos públicos de pesquisa, inclusive na área da saúde, o que acarreta desmonte e perdas para a população e para o conjunto do sistema de saúde.
Portanto, o SJSP não poderia silenciar a denúncia e participação, junto com outras entidades sindicais e sociais, além de movimentos populares, no protesto deste 7 de abril em defesa do Sistema Único de Saúde 100% público, universal, de qualidade, equânime e gratuito.
Convidamos todas e todos os jornalistas a participarem da programação na capital.
No dia 6 de abril, segunda-feira, a partir das 19h, está prevista uma live pela página do Facebook do Sindsep com sanitaristas.
Ato Presencial – 7 de abril
9h30
Aula pública com o médico sanitarista Pedro Tourinho, presidente da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho), foi deputado federal (2024), vereador de Campinas (2013-2020) e lecionou no curso de Medicina da PUC-Campinas. Em seguida, microfone aberto a entidades.
Caminhada até a sede da Prefeitura de São Paulo, viaduto do Chá, 15.


