Sindicato convoca assembleia da campanha salarial de jornais e revistas do interior e recorre ao MPT

Presença da categoria é importante na busca de negociação

Por Redação - SJSP

A dois meses da data-base, os jornalistas do segmento de jornais e revistas do interior, litoral e Grande São Paulo não receberam do sindicato patronal sinal de início de negociações sobre o pleito apresentado pela categoria em 1º de abril. Por diversas vezes, o Sindicato dos Jornalistas cobrou agendamento da primeira mesa de negociação.

Além de não terem nenhuma resposta por parte das empresas a respeito do pleito já apresentado, a categoria segue sem nenhum direito assegurado, uma vez que a Convenção Coletiva não teve suas cláusulas vigentes estendidas. Os jornalistas reivindicam reajuste pela inflação de 11,90% (INPC), mais 3% de
aumento real para as cláusulas econômicas, que incluem salários, auxílio-creche, seguro de vida, auxílio funeral e auxílio saúde. 

Já para os vales alimentação (VA) e refeição (VR), o objetivo é cobrir a defasagem. Para o VA, a categoria reivindica reajuste pela inflação mais 10% de aumento real e, no VR, o pleito é o mesmo sob o valor de R$ 20, que  é maior que o atual praticado pelas empresas. Para a PLR, a luta é por um salário nominal reajustado. 

Todos à assembleia!
Já alertávamos que essa campanha seria de muita luta. E o Sindicato só tem força com a categoria junto. Para alavancar a negociação,  a presença da categoria conta, por isso a assembleia será em dois horários, ampliando a possibilidade de participação dos profissionais. A assembleia virtual será terça-feira, dia 16 de agosto, às 12h e às 20h.

MPT
O Sindicato busca intermediação do Ministério Público do Trabalho no impasse. Queremos mesa de negociação para ontem!

É o fim
O sindicato patronal (SindJori) tenta sustentar sua intransigência no fim da ultratividade (que mantinha o acordo ou convenção coletiva de trabalho durante as negociações de campanha salarial), deixando jornalistas do segmento sem garantia de direitos da convenção e pisos. Um absurdo sem tamanho, já que o fim da ultratividade não impede as partes negociarem. Falam do fim da ultratividade. A nossa paciência também tem fim.