Saiba tudo sobre o Pacto pelo Fim da Violência contra Jornalistas e em Defesa da Liberdade de Imprensa

Conheça o documento e veja quem já aderiu

Por Redação - SJSP

Lançado em abril pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), o Pacto pelo fim da violência contra jornalistas e em defesa da liberdade de imprensa receberá assinaturas de apoio de candidatos nas eleições de 2022 que assumam o compromisso público de se opor a qualquer forma de agressão aos profissionais de imprensa.

Os ataques contra jornalistas ferem não apenas os profissionais individualmente como se configuram um ataque à democracia. Neste sentido, o Pacto torna-se um instrumento de engajamento em favor do exercício profissional dos jornalistas e em defesa da democracia.

De acordo com o relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em 2021, 70% dos ataques contra profissionais de imprensa estiveram relacionados direta ou indiretamente com questões políticas partidárias ou ideológicas, o que reforça a importância do documento.

Confira o documento na íntegra:

Pacto pelo fim da violência contra jornalistas e em defesa da liberdade de imprensa

O relatório VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS E LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL, produzido anualmente pela Federação Nacional dos Jornalistas, a Fenaj, apontou que em 2021 a Região Sudeste foi a segunda mais violenta para o exercício da profissão, registrando 69 ocorrências, e o estado de São Paulo o mais violento, com 45 casos. Destes, quase 70% estão relacionados direta ou indiretamente com questões políticas partidárias e/ou ideológicas.  

Agressões físicas e verbais, ataques virtuais e cibernéticos, hostilização, intimidação, ameaças, atentados, injúria racial e racismo, censura, cerceamento à liberdade de imprensa - por meio de ações judiciais, prisões arbitrárias, impedimento ao exercício profissional, violência contra organizações de trabalhadores, ações antissindicais e descredibilização da imprensa são alguns dos crimes cometidos contra jornalistas e contra a democracia. Quando se trata de jornalista mulher, somam-se, ainda, ataques de conteúdo sexual e misógino.

Além disso, @s jornalistas convivem diariamente com a disseminação de notícias falsas por meio de redes sociais, o que tem desencadeado uma verdadeira guerra de informações e contrainformações e custado a vida de muitos brasileiros e brasileiras, como aconteceu durante a pandemia de Covid-19.

Apesar do risco cada vez maior, o trabalho da imprensa e d@s jornalistas foi considerado essencial para combater a crise sanitária, em que pese os profissionais não terem sido incluídos no rol de categorias prioritárias no Plano Nacional de Imunização, PNI. 

O trabalho d@s jornalistas é, ainda, garantidor do direito fundamental ao acesso à informação como previsto no ordenamento jurídico brasileiro no artigo 5º da Constituição Federal de 1988, que assegura o livre acesso à informação, o resguardo ao sigilo da fonte e prevê que tod@s têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral.

A inclusão deste direito na Constituição representou um passo importante no processo de redemocratização brasileira após 21 anos de regime autoritário e o papel d@ jornalista é fundamental para que a população, conhecedora de seus direitos, possa acessar outros, como o direito à saúde, educação, moradia e exercer a sua plena cidadania.

 Diante destas importantes obrigações, as quais esses profissionais dedicam-se, há que se combater toda e qualquer violência física ou verbal que impeça @s jornalistas de cumprirem o seu dever democrático e sua responsabilidade social, para tanto subscrevo e comprometo-me com o presente Pacto.

Saiba como assinar e quem já assinou o documento

O Sindicato dos Jornalistas está recolhendo assinatura de pré-candidatos a cargos majoritários e proporcionais, independentemente de partidos políticos.

Caso seja pré-candidato nas eleições de 2022 e tenha interesse em aderir ao Pacto pelo fim da violência contra jornalistas e em defesa da liberdade de imprensa contate o Sindicato por meio do e-mail presidencia@sjsp.org.br.

Veja abaixo quem já assinou o Pacto e assumiu o compromisso com a democracia

  1. Dr. Jorge do Carmo (PT)
  2. Emidio de Souza (PT)
  3. Enio Tatto (PT)
  4. José Américo (PT)
  5. Luiz Fernando Ferreira (PT)
  6. Márcia Lia (PT)
  7. Maurici (PT)
  8. Paulo Fiorilo (PT)
  9. Teonílio Barba (PT)
  10. Eduardo Suplicy (PT)
  11. Juliana Cardoso (PT)
  12. Andreia Teixeira Batista / Deia Zulu (PT)
  13. Miriam M Algarra (PT)
  14. Thiago Soratto (PT)
  15. Wagner Romão (PT)
  16. Orlando Silva (PCdoB)
  17. Márcia Quintanilha (PCdoB)
  18. Luiz Marinho (PT)
  19. Sâmia Bomfim (PSOL)
  20. Rene Vicente dos Santos (PCdoB)
  21. Douglas Belchior (PT)
  22. Carina Vitral (PCdoB)
  23. Ivan Valente (PSOL)
  24. Tamires Sampaio (PT)
  25. Mariana Moura (PCdoB)
  26. Paulo Bufalo (PSOL)
  27. Vicentinho (PT)
  28. Keila Pereira (PCdoB)
  29. Jandyra Uehara (PT)
  30. Professor Adelino (PT)
  31. Mariana Conti (PSOL)
  32. Pascoalina Souza Silva (PT)
  33. Pedro Tourinho (PT)
  34. Fernanda Garcia (PSOL)
  35. Márcio França (PSB)
  36. Renato Pupo (PSDB)
  37. Celi Regina (PT)
  38. Padre Ailton (PSB)
  39. Mário Neto (PSB)
  40. Almir Rogério  da Silva ‘Mizito’ (PT)
  41. Jorge Moura (PT)
  42. Tetê Oliveira (PSOL)
  43. Wagner Balieiro (PT)
  44. Marcelo Ribeiro (PT)
  45. Symmy Larrat (PT)
  46. Luiz Cláudio Marcolino (PT)
  47. Edilson Marciano (Rede)
  48. Rodrigo Agostinho (PSB)
  49. Estela Almagro (PT)
  50. Adélia (PT)
  51. Josa Queiroz (PT)
  52. Orlando Vitoriano de Oliveira (PT)

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