Prazo de resposta dado pelo MPT ao patronal de jornais e revistas do interior se encerra nesta semana

Por Adriana Franco - Sindicato dos Jornalistas de SP

Em Americana, o SJSP visitou a redação do jornal O Liberal para dar informes sobre a campanha salarial de jornais e revistas do interiorEm Americana, o SJSP visitou a redação do jornal O Liberal para dar informes sobre a campanha salarial de jornais e revistas do interior

O prazo, dado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), para que o sindicato patronal de jornais e revistas do interior, litoral e Grande São Paulo (Sindjori) se manifeste sobre a falta de negociação se encerra nesta semana. A expectativa do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) é de que as negociações se iniciem nos próximos dias.

A falta de negociação e resposta sobre a pauta apresentada pela categoria fez com que o SJSP recorresse ao órgão solicitando uma mediação de negociação. Com o acolhimento do pedido, o MPT deu um prazo de 15 dias para que o SindJori se manifestasse sobre a falta de negociação e indicasse os participantes para a audiência de mediação.

De acordo com a secretária do interior do SJSP, Solange Santana, a participação da categoria é ferramenta imprescindível para se obter êxito na negociação, por isso convida as e os profissionais a se somarem à campanha.

“O Sindicato, com suas regionais, está à disposição para fazer reuniões presenciais ou virtuais com a categoria para esclarecer sobre a campanha antes da próxima assembleia, que será agendada tão logo ocorrer a primeira mesa de negociação”, destacou Solange.

Campanha salarial

Com data-base em 1º de junho, profissionais em jornais e revistas do interior, litoral e Grande São Paulo enviaram a pauta de reivindicações em 1º de abril e, até o momento, não receberam nenhuma contraproposta das empresas, que se negam a iniciar as negociações.

“Sabemos que esta é uma campanha salarial das mais difíceis já que o patronal quer se valer, à risca, do fim da ultratividade, um dos efeitos da nociva reforma trabalhista, enquanto não há nova negociação”, pontuou Solange.

A categoria reivindica reajuste pela inflação de 11,90% (INPC), mais 3% de aumento real para as cláusulas econômicas, que incluem salários, auxílio-creche, seguro de vida, auxílio funeral e auxílio saúde.

Já para os vales alimentação (VA) e refeição (VR), o objetivo é cobrir a defasagem. Para o VA, a categoria reivindica reajuste pela inflação mais 10% de aumento real e, no VR, o pleito é o mesmo sob o valor de R$ 20, que é maior que o atual praticado pelas empresas. Para a PLR, a luta é por um salário nominal reajustado.