Pela vacinação da categoria, Sindicato mobiliza-se em diversas partes do estado

Por Adriana Franco - Sindicato dos Jornalistas de São Paulo / Foto: Luiz Neto

Em Santos, ato na Praça Mauá pediu pela vacinação dos jornalistas / Foto: Luiz NetoEm Santos, ato na Praça Mauá pediu pela vacinação dos jornalistas / Foto: Luiz Neto

Esta quarta-feira (9) foi marcada pela cor azul que vestiu jornalistas em todo o país na mobilização da categoria em defesa da inclusão dos profissionais no Plano Nacional de Imunização (PNI).

Em Santos, houve um ato simbólico na Praça Mauá. Alguns dias antes, a regional protocolou ofício ao prefeito do município, Rogério Santos, solicitando a inclusão dos profissionais de imprensa entre os grupos prioritários de vacinação.

“Nós defendemos vacinação em massa, vacinação para todos e todas as brasileiras já! No entanto, por irresponsabilidade do governo Bolsonaro e de governos estaduais, como o governo Doria, as categorias que são linha de frente durante a pandemia reivindicam - com toda razão - que sejam incluídos entre os grupos prioritários de imunização contra a covid-19. Os jornalistas são considerados categoria essencial por Decreto publicado em 2020 e também exercemos uma função que envolve um direito básico da sociedade brasileira, e de todos os brasileiros, que é o direito à informação – um direito que é garantido pela Constituição Federal. Por conta disso tudo, a Regional Santos participou ativamente do Dia Nacional de Luta pela Vacinação dos Jornalistas”, destacou a diretora da Regional Santos do SJSP, Solange Santana.

Aproveitando a data, a regional ABCD protocolou no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC um ofício ao presidente - e prefeito de Santo André -, Paulo Serra, reivindicando a inclusão dos profissionais da imprensa das sete cidades da região na vacinação contra a covid-19.

“A gente defende que a vacina seja para todo mundo, mas diante da falta de vacina e descaso do governo temos que lutar pela inclusão dos jornalistas, que é uma categoria que nunca saiu das ruas e nunca deixou de trabalhar por causa da pandemia. Então, é importante salvar vidas e permitir que os jornalistas sigam trabalhando, mas de forma segura e que possam ir para a rua entrevistar as pessoas e prestar serviço para a população com segurança, vacinados e imunizados” sentenciou o diretor da Regional ABCD, Cadu Bazilevski.

Em Ribeirão Preto, a Regional entregou ofícios ao prefeito Antonio Duarte Nogueira e ao presidente da Câmara, Alessandro Maraca.

O Brasil é o país em que mais jornalistas morreram vítimas da covid-19, de acordo com o levantamento da Fenaj. Este ano já foram registradas 155 mortes de jornalistas por covid, num período de 153 dias, representando um aumento de 277% na média mensal de mortes no comparativo com o ano de 2020. São Paulo, por ser o estado com o maior número de profissionais e concentrar as grandes redações, conta com o maior número de vítimas fatais: 27.

A necessidade de vacinar a categoria se concretiza de maneira contundente em alguns casos, como foi relatado em Sergipe pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Sergipe. A cobertura de um incêndio a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) resultou na contaminação de, ao menos, 23 profissionais. O caso expõe a vulnerabilidade dos profissionais como algo inerente ao exercício profissional.

Ao levar em consideração os riscos aos quais os jornalistas estão expostos, alguns estados e municípios já garantiram a inclusão dos profissionais de imprensa entre grupos prioritários, como é o caso da Bahia, Maranhão, Mato Grosso e da cidade de Teresina, no Piauí.

Para pressionar pela inclusão dos jornalistas entre os grupos prioritários a nível nacional, a Fenaj convida a categoria a aderir ao abaixo-assinado pela vacinação, que será enviado ao Ministério da Saúde. Na live que encerrou o Dia Nacional de Luta, a presidenta da Federação, Maria José Braga, destacou que sem o trabalho dos jornalistas a situação do país estaria pior, mencionando o consórcio de veículos de imprensa que monitora os números de positivados pela doença, de mortes e, agora, informa sobre o andamento da vacinação.

Debate e organização estaduais

Em São Paulo, a reivindicação sobre a inclusão dos profissionais da imprensa que estão em trabalho presencial entre os grupos prioritários será objeto de debate em uma reunião virtual na próxima segunda, às 20h. Há diferentes debates sobre o assunto dentro da categoria, mas todos convergem no entendimento de que a luta central é por vacinação para todos os brasileiros já.

A reunião também tem o objetivo de discutir formas de organizar o combate por medidas de segurança, como a exigência de mudanças nas coletivas de imprensa do governo do estado e outros órgãos. O link da reunião será enviado nos grupos de whats app entre o sindicato e as redações, ou pode ser solicitado aqui: bit.ly/32ygyGR