Jornalistas de jornais e revistas do interior e litoral aprovam nova proposta; Sindicato encaminha ao patronal

Após assembleia realizada com a categoria do segmento de jornais e revistas do interior, litoral e Grande São Paulo, em 3 de dezembro, a direção do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo encaminhou a proposta aprovada imediatamente após a assembleia. O secretário do Interior e Litoral, José Eduardo Souza, destacou que é “importante que a categoria se mantenha unida e organizada junto de sua entidade de classe a fim de que possamos manter nossas conquistas nesse momento de pandemia”.

A proposta aprovada pela categoria concorda com a correção dos salários pela inflação do período (2,05%), no entanto pleiteia que o reajuste seja retroativo à data-base em 1º de junho de 2020. Além disso, a categoria reivindica que as demais cláusulas econômicas sejam reajustadas pelo mesmo índice (2,05%) a partir de dezembro de 2020 e que seja formada uma comissão paritária para discutir a elaboração da cláusula de teletrabalho, largamente usada durante 2020 devido a pandemia.

“Estamos no aguardo de retorno do patronato e esperamos que seja o mais breve possível a fim de que o reajuste seja aplicado na folha de dezembro”, disse José Eduardo Souza, secretário do Interior e Litoral.

Segue abaixo a proposta encaminhada ao sindicato patronal.

1. Registramos positivamente a nova proposta oferecida pelas empresas, de correção da inflação do período, 2,05%, nos salários e nos pisos salariais, e dizer que concordamos em corrigir salários e pisos neste percentual. Queremos, porém, neste ponto, propor que o reajuste seja retroativo à data-base, com base no argumento de que os jornalistas deram o sangue para que as empresas atravessassem este período de crise, mantendo o ritmo do trabalho jornalístico, e aceitando uma pesada redução de salário. Diante disso, a retroatividade do reajuste é uma pequena compensação. Se houver acordo, sinalizamos total abertura para negociar os prazos para que o pagamento desta diferença seja feito, dentro dos prazos de vigência da CCT.
 

2. Queremos defender que as cláusulas econômicas sejam também reajustadas pela inflação, considerando-se também que já enfrentamos agora uma alta do índice, e que o reajuste de 2,05% é justo, e tem pouco impacto econômico nas cláusulas. Concordamos em que a correção seja feita apenas a partir de dezembro de 2020.
 

3. Concordamos plenamente com a manutenção do conjunto de cláusulas. Queremos apenas adicionar o seguinte: como sabem, temos uma cláusula na pauta referente a teletrabalho, que este ano foi praticado largamente pelas exigências de isolamento decorrentes da pandemia. Consideramos que, pela experiência acumulada pelas partes, deveríamos fazer um esforço negocial para pactuar uma cláusula sobre o tema. Não queremos, porém, fazer desse ponto um empecilho para o fechamento do acordo. Por isso, propomos incluir na CCT a previsão de que faremos uma Comissão Paritária sobre Teletrabalho, para ser instalada em fevereiro, e negociar este ponto até abril, visando sua incorporação à próxima CCT.

Por fim, concordamos totalmente com a urgência de uma definição a respeito da CCT. Por isso, decidimos encaminhar nossa resposta hoje mesmo, logo após o fechamento da assembleia. Nos colocamos à disposição para receber uma resposta o quanto antes, amanhã mesmo, e chamar em prazo curtíssimo uma nova assembleia, se necessária, para bater o martelo. Também nos colocamos à disposição para uma reunião de negociação virtual, ou uma conversa entre as partes virtualmente, caso avaliem que possa ajudar no fechamento final de um acordo.